Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Tiago Forjaz em entrevista ao Jornal de Leiria

Em Dezembro falámos do , startracking e de Tiago Forjaz, na edição desta semana o Jornal de Leiria publica  entrevista a Tiago Forjaz.Uma entrevista a não perder e na qual tive a honra de participar ao fazer-lhe uma pergunta.O link ao jornal está AQUI, a minha pergunta foi esta:

 

Pedro Oliveira, administrador de uma PME, natural de Porto de Mós
Se fosse um jovem autarca de um concelho do distrito de Leiria, o que faria para atrair jovens empreendedores de forma a fixar população e, ao mesmo tempo, tornar esse município um concelho com capacidade criativa?

Falava com aqueles que saíram de Leiria para o mundo e tentaria criar um offshore de talento. Escolhia o melhor sítio de Leiria, onde criaria um pólo que concentrasse o melhor talento possível do mundo. Quem se fixasse lá, não pagaria impostos durante cinco anos. À volta desse pólo, criava escolas, casas e outros equipamentos. As pessoas poderiam também convidar outros talentos estrangeiros para se fixarem. A capacidade de criar diversidade seria enorme.

 

publicado por Pedro Oliveira às 16:07
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8 comentários:
De LR a 19 de Fevereiro de 2009 às 16:38
Pois,mas tens um problema em Porto de Mós, um diria a Tiago Forjaz que a prioridade são os esgotos, o outro diria que não está por dentro do assunto e que no tempo dele não se falava em inovação e criatividade.Estaria de volta para terminar o que deixou por fazer há 20 anos..............................
Cá para mim acreditas que Deus vem à terra e vai escolher Porto de Mós para fazer algum milagre nas mentalidades do PS e PSD local.
De Maria Antonieta a 19 de Fevereiro de 2009 às 16:46
Além de tudo o que foi dito no post anterior diriam também que era um visionário, o que em linguagem corrente quer dizer louco.
De AM a 19 de Fevereiro de 2009 às 17:12
E pronto mais uma vez alguém do Vila Forte em destaque num Jornal Regional.Tanta dor de cotovelo que deve andar por aí...
Depois da palestra do Professor António Câmra, esta resposta do Dr. Tiago Forjaz ao Pedro, alguém ainda consegue ter dúvidas do mérito do trabalho do João Neto?
Só se for mesmo por BURRICE e ATRASADICE MENTAL.
De Portomaravilha a 19 de Fevereiro de 2009 às 21:43
Muitos Parabéns pelo que aqui é produzido. É, realmente, com gosto que leio este blog.

E, em certa medida, como já aqui escrevi num comentário, a imprensa bloguista ( é assim ? ) e em papel ( assino o jornal do Fundão) regionalistas dão uma imagem real de Portugal com artigos de excelente qualidade.

Podemos estar ou não de acordo quanto ao conteúdo. Mas a qualidade existe.

Penso que as pequenas e médias empresas são o tecido essencial dum país. Embora não faça parte de nenhum partido, tenho uma certa saudade da concepção Gaulista do Estado.

Assim, ler que uma empresa não pagaria impostos durante cinco anos põe-me os cabelos no ar. Depois, deixar-se-ia de pagar os trabalhadores ?

Um Estado para funcionar precisa de impostos.

É sintomática a resposta do entrevistado : "À volta desse polo criaria escolas...". Sim mas quem as criaria e,sobretudo, quem as pagaria ? As empresas que se estabeleceriam ? Mas se elas se estabelecem porque não pagam impostos seriam, depois, filontrópicas ? Duvido.

Actualmente, em França, as PME estão a sofrer imenso com os ataques de Sarkozy contra o que resta ou queda do estado social Francês. Veja-se a revolta dos taxistas, por exemplo, que bloquearam Paris. Conheço alguns patrões de pequenas PME que andam pelas ruas ruas da amargura porque querem honrar o contrato com os seus empregados no fim do mês. Só que o dinheiro injectado nos bancos foi para o bolso dos accionistas. Consultem o caso hoje da Societe Generale. Não foi para emprestimos a patrões das PME em dificuldade.

Não tenho capacidades para julgar o após 25 de Abril. Este foi necessário isso para mim é certo. Mas há um senhor muito prestigiado que conseguiu que um país, com a gasolina mais cara do mundo, na altura, conseguisse, depois, integrar a cee :Mario Soares.

No que dis respeito aos jovens filhos de pais Portugueses, os melhores valores integram-se na sociedade onde vivem ( o que sempre foi uma característica Portuguesa) ou então buscam territórios onde podem realizar os seus projectos científicos. Deste ponto de vista , a França está bem apetrechada.

Durante anos, o governo de Cavaco Silva só soube vender sol. Mas acho que ainda é tempo para mudar.
Portugal tem um património fantástico há que saber aproveitá-lo.

Há três anos fomos visitar a Batalha. Uma guia debitava de cor, em passo de corrida, o que lhe tinham ensinado. Acabei por ser eu a dar as informações à minha esposa.

Compara-se, agora, o que é feito quanto à visita dos esgostos de Paris, por exemplo. Quem não viu os esgotos de Paris não viu Paris ( estou a falar a sério ).

O mocito ou a mocita é capaz de explicar em detalhe o porquê dos ângulos, as correspondências com as ruas em "cima", etc.

A França é o primeiro destino turístico do mundo. Forma muitos estudantes na História da Arte. Parece que ficam caros para o Estado, segundo alguns. Mas lá estão nos museus e património e com saber.

Como escreveu Lincoln " Se o saber fica caro , calculem o preço da ignorância".

Menos Estado e mais ignorância ?

E Viva o Porto !







De Paulo Sousa a 20 de Fevereiro de 2009 às 00:05
Caro Portomaravilha,
É sempre um prazer voltar a tê-lo connosco.
Não resisto a fazer uma pequena nota sobre o que escreveu, pois estou com outras coisas ao mesmo tempo (como a entrevista que nos proporcionou com Pierre Dardot...)
Sobre as isenções.
Há dezenas de milhares de canadianos, franceses, sul-africanos, irlandeses, etc... no desemprego há poucas semanas.
Todos procuram uma saída para a situação.
Encontrei hà dias um rapaz que estava no Canadá há mais de vinte anos. Trabalhava na industria automóvel e foi despedido. Regressou a Portugal e vai estabelecer-se aqui bem perto da Freguesia do Juncal de onde escrevo. Pretende construir umas estufas para fazer hidroponia, uma técnica inovadora que pelo que sei só é usada no Algarve por ingleses, com muito bons resultados.
Este luso-canadiano enquanto esteve no Canadá, estava isento de IRS em Portugal (!!!!). Só que regresse, e partindo do presuposto que todos dias almoça e janta, já irá pagar IVA que não pagaria caso não regressasse. Claro que irá ter de arranjar uma habitação e assim dar um estímulo ao mercado imobiliário. A empresa portuguesa que irá construir as estufas também irá conseguir um negócio que doutra forma não faria. Nesta prespectiva imaginemos que Porto de Mós conseguia atraír cinco mil cidadãos desejosos de um bom clima que possa ser usufruido em segurança e sendo oriundos culturas anglo-saxonicas com outros hábitos de trabalho e de empreendorismo... imagine o benefício que teriamos nisso, mesmo que estivessem isentos de pagar IRS e/ou IRC, derrama, IMI, taxas de esgotos, etc...
No nosso concelho sofre de um complexo de inferioridade, para com Alcobaça e Batalha (Património Mundial pela Unesco), para com Leiria, Fátima e Nazaré.
Acredito que se a crise mundial fosse vista nesta prespectiva facilmente se encontrariam oportunidades. Ao nivél do nosso concelho, acho mesmo que a Batalha, Alcobaça, Leiria, Nazaré e Fátima, seriam servidas na nossa bandeja das sobremeses.
Aceite um abraço
De Pedro Oliveira a 20 de Fevereiro de 2009 às 08:44
Meu caro "Porto Maravilha", como sabe, temos a maior honra em ter comentadores como o nosso amigo, que são sem dúvida uma mais valia para o Vila Forte, em relação à resposta de Tiago Forjaz à minha pergunta, estou de acordo com o principio e a razão é a mesma que a do Paulo Sousa. Já agora, já pensou em aderir a esta plataforma de talentos Portugueses no exterior?

Quanto à questão do Turismo, infelizmente é como diz, as pessoas, de uma maneira geral, que dão a cara e deviam transmitir conhecimento a quem visita o nosso património têm falta de formação a todos os niveis(forma de vestir,falar,gesticular,empatia e fundamentalmente conhecimento e gosto pelo que fazem), tenho viajado muito, felizmente, e não há dúvidas que ,também neste dominio,temos muito a melhorar.
Mas infelizmente as nossas regiões de turismo preocupam-se mais com vencimentos, cartões de crédito e carros a atribuir a quem "cacicou" melhor e fez com que só houvesse uma lista concorrente,e assim,mais uma vez, o interesse público passar ao lado.
Como perguntava o Luís Malhó, isto é da crise ou do regime?
De Paulo Sousa a 20 de Fevereiro de 2009 às 00:17
Arriscando a desviar o sentido do texto inicial, não posso deixar de aqui colocar o editorial desta edição do Jornal de Leiria.

«Luta pelo lugar
Se a generalidade das pessoas tivesse conhecimento dos processos que levam às nomeaçõesdos candidatos dos vários partidos às eleições que o calendário português contempla, o afastamento e alheamento em relação à política seria, com certeza, ainda maior.
Quem anda mais atento à forma como as coisas acontecem tem dificuldade em aceitar ser representado ou dirigido por pessoas que, muitas vezes, chegam aos lugares de poder não pelo mérito ou competência, mas por ganharem as guerras subterrâneas da vida politico-partidária, onde tudo parece valer. A este nível, pelo que se vai percebendo, para se conseguir um lugar elegível, seja para deputado, vereador ou para encabeçar uma lista que garanta, eventualmente,
a cadeira principal são comuns as mais diversas manobras, reprováveis se tivermos em conta o respeito pelos mais elementares princípios do direito à participação cívica, suporte basilar da democracia. Para além das trocas de palavras ao estilo mais trauliteiro de uma discussão de taberna, é com algum desencanto que se percebe que muitos dos
nossos dirigentes políticos não têm problemas em difamar, mentir, influenciar, manipular, fazer acordos menos claros ou prometer lugares de prestigio e bem remunerados a quem os apoie, com o objectivo único de se aproximarem do poder.
Os compromissos que se vão assumindo e os favores que se ficam a dever ao longo de muitos trajectos políticos explicarão muitos dos casos de favorecimento pouco claros, seja em negócios, seja em nomeações, que vão sendo conhecidos, e de muitos outros que ficam no segredo dos deuses.
Quem sofre as consequências deste modus operandi é, naturalmente, o País e a sua população, pois para além de ter com regularidade pessoas menos capazes, ou mesmo incompetentes, em lugares de elevada importância para o seu desenvolvimento, vê, muitas vezes, os favores devidos por outros serem pagos com o seu património ou com o desrespeito
pelas leis que deveriam ser para todos. O resultado disso mesmo pode observar-se também na região de Leiria, com notórios impactos na qualidade da vida cívica das pessoas, para além da distorção de critérios elementares da justiça
pública.
Aproximam-se três actos eleitorais.
Toda a atenção é pouca, caros eleitores.»

Este texto devia estar escrito à porta das mesas de voto.
De Pedro Oliveira a 20 de Fevereiro de 2009 às 08:23
Este texto devia ser emoldurado e colocado na sede dos partidos.
Um texto oportuno e cheio de verdades.Assim vai a pardidocracia em Portugal.

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