Sábado, 15 de Maio de 2010

Após a visita de Bento XVI a Portugal

O Papa Bento XVI, após uma visita de quatro dias ao nosso país, regressou ontem ao Vaticano.

Atrás de si deixou uma imagem diferente da que os media criaram e alimentaram desde a sua eleição. Os milhões de pessoas que deixaram o seu dia-a-dia para o verem e ouvirem, falam de um homem acessível que transmite calma e tranquilidade pelas palavras.

As longas maratonas televisivas e radiofónicas, mostraram um homem que se exprime claramente em português e que entre os intelectuais e artistas, num encontro que promoveu com a sociedade laica (não fosse ele próprio um grande intelectual) disse: “Fazei coisas belas, mas sobretudo tornai as vossas vidas lugares de beleza”.

Referindo-se aos escândalos sexuais que têm assolado a Igreja, afirmou 'que a maior perseguição da Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado da Igreja'.

Houve mais declarações dignas de leitura cuidada, mas só estas já seriam suficientes para mostrar aos sectores anti-clericais, que nem que seja numa perspectiva de dialéctica sem preconceitos, pode fazer sentido mudar da táctica habitual quando falam de Igreja, que se resume a 'atirar a matar', para outra que poderia ser 'contar até três e respirar, antes de disparar'.

Esses mesmos sectores da sociedade, que coincidem quase totalmente com os sectores progressistas que defendem as causas fracturantes que a Igreja condena, passaram a semana a evitar comparar a dimensão das multidões que seguiram o papa em Lisboa, em Fátima e no Porto, com a dimensão das suas manif's, mas talvez tenham entendido que o impacto dos temas que defendem resulte acima de tudo do apadrinhamento que têm nos media.

Já aqui afirmei recentemente que considero que o pior da mensagem de Cristo reside no caracter temporal da Igreja, mas de facto temos de reconhecer que é admirável, que após 2000 anos de história, se consiga manter esta capacidade de mobilização.

Sexta-feira, 14 de Maio de 2010

Futebolês #27 Linha

Linha é um dos mais discretos mas também dos mais utilizados termos do futebolês. Entra nas maiores controversas do futebol e na maioria das expressões que animam a discussão falada em futebolês.

Desde logo porque o jogo se desenrola dentro de quatro linhas, mesmo sabendo que é fora delas que muitas coisas se decidem. Depois porque o próprio campo, o espaço delimitado pelas quatro linhas, é também ele dividido por linhas: é a linha de meio-campo, onde se situa o círculo central, é a linha lateral, a linha final, que no seu espaço ocupado pela baliza se passa a chamar linha de golo. Mas é ainda a linha de área, da grande e da pequena!

Tudo linhas de grande discussão: discute-se exacerbadamente se uma bola saiu pela linha final, ou mesmo pela linha lateral, e quem lhe tocou em último lugar, uma discussão que começa com os próprios jogadores que, para o efeito, criaram até uma sinalética própria: levantar o braço. Invariavelmente levantam-no ambos, reclamando para si a legitimidade da recuperação da bola.

O tom sobe frenética e muitas vezes dramaticamente quando em discussão estão as linhas de área ou a de golo. São as linhas das grandes decisões: da bola que entra ou não, da carga sobre o guarda-redes que é ou não faltosa, da falta que dá em penalti ou num simples livre directo

Mas se a controvérsia é grande quando se trata de linhas traçadas a branco sobre o tapete verde, ela sobe exponencialmente quando essas linhas deixam de estar traçadas a régua e esquadro e passam a simples linhas imaginárias, como a linha do último defesa, que determina o fora de jogo e que continua a ser a maior fonte de discussão, e a decisão de mais difícil acerto e de maior influência no desenrolar do jogo.

A linha é de uma riqueza vocabular ímpar no futebolês e, por isso, não se esgota à volta do xadrez geométrico do campo. Atinge ainda a própria geometria interna das equipas: a linha defensiva, a linha média e a linha avançada. Ou a dimensão táctica do jogo, com a defesa em linha, também ela desenhada em função de opção táctica relativa ao fora de jogo. Ou a própria constituição da equipa, também ela designada de linha. O treinador faz ou apresenta a linha. O jogador alinha na equipa.

Também aqui há, como sabemos, lugar à polémica. Raramente o treinador faz a linha em linha com o adepto. Nós, adeptos, que só vemos os jogadores ao domingo, chegada à hora da constituição da equipa, sabemos sempre muito mais sobre os jogadores do que o treinador que com eles trabalhou toda a semana. E é sempre evidente que a nossa linha é muito melhor do que a do treinador, uma verdade indiscutível que raramente consegue ser sujeita a prova!

Já quando se trata da linha do seleccionador nacional a coisa é ligeiramente diferente. Aí estamos em maior igualdade de circunstâncias! E por isso temos muito mais razão para achar que ele é uma besta

Como é, agora com a convocatória para o mundial da África do Sul, o caso. Nem é necessário questionar os convocados: Quem é aquele guarda-redes que ninguém conhece? Porque é que o Beto jogou todos os últimos jogos no FC Porto? Onde é que o Deco tem andado a jogar? Onde é que estão médios construtores de jogo para levar a bola aos avançados? Basta lembrarmo-nos da trapalhada de uma pré-convocatória com 50 nomes, que ninguém conseguiu entender para que serviu e que não serviu mesmo para nada. Da rábula da convocação de 24 em vez dos 23 da convocatória final, quando a FIFA permitia ainda convocar 30. Os mesmos 30 que, um ou dois dias depois, seriam encontrados com mais 6 convocados a título provisório, um dos quais nem sequer constava do primeiro grupo de 50! Confuso? É que é assim mesmo: uma confusão! Criada sem qualquer nexo por Carlos Queirós que, assim, perdeu – creio que definitivamente – a oportunidade de conquistar o apoio popular que nunca conseguiu fazer por merecer, e de que a própria selecção se ressente.

Ao fim da linha chegou o campeonato da I Liga. Com o Benfica a fazer finalmente a festa há muito anunciada e sucessivamente adiada. E que festa! Nunca visto!

Foi um campeonato com um justo vencedor e com um tão surpreendente quanto justo segundo classificado. Tão justo que é injusto que o treinador do Braga o tenha ofuscado com um discurso descabido, ultrapassado e sem sentido.

O evidente abuso do discurso à volta do castigo a Vandinho nota-se claramente por dois pormenores: a recuperação de Andres Madrid, que brilhou no lugar de Vandinho na última fase do campeonato quando, depois do regresso do FC Porto, onde estivera emprestado (!) na época anterior, estava completamente perdido no plantel; e a quebra de Hugo Viana, a estrela maior da primeira volta do campeonato que, na segunda, praticamente não jogou. Que seria dito se tivesse sido castigado como, de resto, me pareceu ter feito por merecer?

Foi um campeonato da confirmação de uma estrela: Di Maria. Mas de duas grandes revelações: Fábio Coentrão, transformado por Jesus num grande defesa esquerdo, e Falcao – que Pinto da Costa, como já fizera com o Álvaro Pereira, roubou ao Benfica – um grande ponta de lança mas, acima de tudo, um grande jogador de futebol! Capaz de alinhar em qualquer dos gigantes europeus!

 

 

Quinta-feira, 13 de Maio de 2010

PEC(ADOS) III

Ninguém se entende. De um momento para o outro tudo muda. O que era verdade passa a ser mentira, e o que era mentira passa a ser verdade!

De um dia para o outro, literalmente de um dia para o outro, os grandes investimentos passam de opção estratégica inadiável a qualquer coisa perfeitamente dispensável, que bem pode esperar. De opção estratégica de crescimento e maior instrumento de retoma, a qualquer coisa de irrealizável e perfeitamente desaconselhável nas actuais condições financeiras.

Tão rapidamente que nem o próprio ministro das obras públicas notava, continuando a mergulhar, decidida e corajosamente, nas ondas de umas águas que já não existiam!

Então mas o que é que se passou para possamos entender uma inflexão de 180 graus num primeiro-ministro (PM) tão teimoso (obstinado, dizem eles!), de “antes quebrar que torcer”, sempre pronto a negar as evidências?

Terá sido aquela excursão a Belém (mais uma das nossas muitas originalidades) de antigos ministros das finanças? Eram tantos e de tanto peso que assustaram o PM?

Não, nada disso. Não foi, nem poderia ser!

Terá sido em Bruxelas? Será que lhe conseguiram abrir a cabeça e meter lá dentro que aquilo não era boa ideia?

Não foi bem assim. Devem ter-lhe dito que com a ajuda do FMI se arranjavam uns 750 mil milhões para salvar (?) a eurolândia e que, para termos direito à nossa parte, ele teria que mudar de ideias. Antes, na sexta-feira, já o presidente do Grupo Espírito Santo, Ricardo Salgado, indefectível do PM e da sua estratégia, e defensor máximo dos grandes investimentos, por cá tinha dito que, afinal, a ideia não era lá grande coisa…. Quer dizer, que tinha já percebido que não havia dinheiro para aquela brincadeira. Percebe-se que mais vale um simples aviso de Ricardo Salgado do que o de todos os antigos ministros das finanças juntos, mesmo quando alguns deles têm mesmo muita lata!

Só que a mudança soa a falsa. Soa a: “porreiro pá, mas é contrariado …”!

É que ninguém conseguirá perceber como é que o TGV avança sem a ponte. Toda a gente percebe que a ponte, a terceira (!) travessia do Tejo, não poderá parar. Só pára, não para inglês ver, mas para europeu ver!

Os impostos, que também não aumentavam, – ainda na semana passada o PM com o sua habitual arrogância (também há quem lhe chame vigor) respondia a uma deputada na AR perguntando-lhe se via no PEC algum aumento do IVA, – afinal aumentam, como todos há muito sabíamos. Mesmo sem estar previsto no PEC! Onde o défice tem mesmo que baixar já neste ano, como também já sabíamos. Aumenta o IVA (1 ponto percentual) em todas as taxas (reduzida, intermédia e normal), aumenta o IRS (1 ponto até ao rendimento de 18 mil euros anuais e 1,5 pontos para os rendimentos superiores) e aumenta o IRC (de 25 para 27,5%).

E, à conta das exigências do PSD para acompanhar o governo nesta patriótica cambalhota, os vencimentos dos titulares de cargos públicos de gestão e regulação serão cortados em 5%! Não estávamos habituados e ficamos surpreendidos com este rasgo. Mas, com mais atenção, pouco veremos para além do mero alcance político. É que toda essa gente tem a faca e o queijo na mão! Podem ir buscar com uma mão o que a outra lhe retirou.

E parece que quanto à despesa pública, improdutiva e não social, essa óbvia frente de ataque ao défice, ficamos por aqui! Isto é, não se lhe toca…

Já vamos no PEC III e percebemos que ainda não é assim que lá vamos. Que se pode privatizar os CTT e a REN, mas não se pode, por exemplo, mexer na RTP. Que recebeu do Estado 2 mil milhões de euros entre 2003 e 2009 (tanto quanto os efeitos de todas aquelas medidas de agravamento de impostos) sem que isso tenha evitado uma situação de falência técnica (capitais próprios negativos em perto de 600 milhões de euros). Que, apesar de todas as subvenções que recebe do Estado, e este ano serão mais 300 milhões, ainda apresentou no ano passado 14 milhões de prejuízo.

Esperemos pelo PEC IV. Talvez aí se ouça então falar de 13º mês!

Para já, não só escapamos a essa ameaça de nos irem ao bolso sacar o 13º mês como ainda temos a boa notícia do crescimento do PIB em 1% no primeiro trimestre, que levou o nosso PM a declarar Portugal “campeão europeu do crescimento económico”.

E ainda há quem diga mal deste homem… Livra-nos de ficarmos sem o subsídio de natal e ainda nos faz campeões do crescimento! Com notícias destas quem é que precisaria do Benfica e do Papa (papas e bolos) para enganar os tolos?

Imagens da Expo de Shangai

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Simplesmente Genial!

Vídeo vencedor do concurso 'o que eu faria por um bilhete geral'

 

 

Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

Que PSD é este?

O PSD ao apoiar o PS no aumento de impostos anunciado, cede em tudo o que tem defendido e que não é mais do que: a consolidação orçamental tem de ser feita pelo lado da despesa e não pelo lado da receita. Lembro que há menos de uma semana foi assinado o contrato de lançamento do TGV...

Ao fazê-lo Passos Coelho, que até se esforçou por se apresentar como um liberal, desmente-se a si próprio e destrói a 'aura' de esperança com que acenou aos portugueses após a sua eleição como líder da posição e por isso candidato natural a PM.

Ao alinhar nas medidas propostas por Sócrates, e destinadas a corrigir os erros da sua própria governação, Passos Coelho dá força ao argumentário da esquerda radical que classifica o PSD e o PS como partidos iguais. Sem mais informação tal facto parece inegável.

Inovar com qualidade! O segredo do sucesso que vem de Porto de Mós

Nos últimos tempos, aqueles que convivem mais de perto com o mundo dos negócios e sobretudo com os Empresários, têm certamente partilhado angústia, desmotivação e sobretudo falta de força (trabalho) e de capacidade (financeira) para continuar.

É a crise!

Esta situação agudiza-se quando o tema é a fileira da construção. Neste sector aparece invariavelmente e a todo o momento a palavra “crise” associada à frase “não se vende nada”. Mas que ninguém duvide porque esta é uma crise verdadeira e instalada, avassaladora e transversal a toda a Europa, e que para os mais cépticos (ou mais realistas) é comum a todo o Universo.

Porém, é também nos momentos de crise que emergem os Grandes Empresários, pela tenacidade, coragem e claro, capacidade.

É o caso da Empresa Coelho da Silva - Telhas.

Uma Empresa do Concelho de Porto de Mós! Digo mais, uma Empresa Portuguesa!

Contando com mais de 80 anos de actividade esta é uma Empresa de referência Nacional, cujo fundador, o Comendador João Lopes Coelho da Silva, tem nos seus filhos e continuadores da actividade, o melhor exemplo de inovação, qualidade e capacidade de gestão.

Uma Empresa líder no mercado Português na produção de telhas e acessórios com mais de 45 milhões de peças produzidas anualmente, mas também líder em qualidade, dispondo da tecnologia mais avançada no sector.

Esta Empresa decidiu recentemente, aquilo que para muitos está completamente desajustado da realidade, ou seja, construir uma nova unidade fabril, a quinta, num investimento de 30 milhões de euros, com o objectivo de aumentar a produção e reforçar a sua posição nos mercados externos.

Este investimento vai realizar-se na freguesia do Juncal (concelho de Porto de Mós) e por Empresários do nosso concelho!

O segredo para o sucesso?

AS MELHORES PRÁTICAS A PAR DA INOVAÇÃO E MUITA QUALIDADE!

Um exemplo em tempo de crise, para vencer!

 

 

Abraço póstumo

Ontem, fui acordado por uma chamada telefónica. Era o António e deu-me uma notícia terrível.

Um amigo comum morreu. Suicidou-se.

 

Como quem é acordado com um balde de água gelada sobre a cabeça, fiquei atordoado.

 

Estivemos todos juntos no Domingo passado no Tokandar no Juncal, estava tudo aparentemente normal, ninguém notou nada de estranho…

Trinta anos, praticante de desporto, amante da montanha e de desafios arrojados...

 

Perante uma notícia destas ficamos sempre sem saber o que pensar.

Qual o motivo, ou motivos, leva alguém a um acto destes?

Poderia eu ter feito alguma coisa para o evitar?

E o que é que adianta pensar agora nisso?

 

Nenhum dos teus amigos concordaria com a tua escolha, mas mesmo discordando, na qualidade de amigos, temos de a respeitar.

 

Ficam as memórias das incursões na Serra da Estrela, Gredos, Pirinéus, das manhãs e tardes a trepar paredes em Alvados e no Reguengo e também das meias maratonas que palmilhamos juntos.

 

Obrigado pelos bons momentos que partilhamos.

 

Até sempre.

Terça-feira, 11 de Maio de 2010

O Papa em Portugal

Está prestes a chegar a Portugal o Papa Bento XVI.

Uma visita do Papa é sempre um acontecimento; uns gostam, outros reclamam e alguns ( poucos ) ignoram; certo é que ninguém é indiferente!

Muitos jornais e revistas têm dado eco deste acontecimento trazendo à luz do dia episódiso da história da Igreja que não dignifica ninguém, nem os Papas, nem quem os serviu; a Humanidade nem sempre esteve no seu melhor. Ainda hoje.

Eu apenas me interrogo; como é possível uma Instituição  com tão graves e sérios problemas ao longo da sua história, chegar até nós com esta força e intensidade!! Este é para mim o maior mistério da Igreja. Houve Padres e Papas que não foram, nem Santos, nem seguidores da  Palavra de Cristo, a Santa Sé  nem sempre esteve do lado certo na defesa do bem comum nem dos mais indefesos, mas nunca perdeu, fiéis, nem crentes, nem seguidores em todo o mundo, mesmo que platónicos. Essa é a sua força! 

De tudo o que li ( alguns episódios bem sórdidos) cheguei à conclusão de  que um poder absoluto, sem um escrutínio apertado tem invariavelmente o mesmo fim; a decadência. Quando aprendemos a lição?

 

 

 

Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

Ler os outros

Bruxelas é o local ideal para anunciar aos portugueses a quebra de uma promessa eleitoral - mais uma deste governo "socialista", recordista absoluto na falta de cumprimento da palavra dada aos eleitores. Entre a vitória do Benfica no campeonato e a chegada do Papa: manda a cartilha que a colher de óleo de fígado de bacalhau seja ministrada entre duas sessões de desenhos animados, como sabemos da mais remota infância, muito antes da invenção do termo spin doctor.

Não interessa, para o caso, que o primeiro-ministro tenha garantido, no tom peremptório de sempre, que os impostos não subiriam. Em Janeiro, em Abril e já emMaio. As promessas de Sócrates valem o que valem: nada. O programa eleitoral que o PS apresentou nas legislativas de Setembro fica bem emoldurado numa vitrina da ala dedicada às obras de ficção da Biblioteca Nacional. Foi subscrito pelo líder socialista com a mesma liberdade criativa dos relatos de Fernão Mendes Pinto, embora com muito menos talento literário. Não se pode ter tudo.

 

Pedro Correia, Delito de Opinião

Maringá

Hoje é o dia da Cidade em Maringá, cidade do Estado do Paraná, no Brasil. Estou neste momento, no último dia, de uma visita ao Maringá, onde algumas instituições de Leiria assinaram diversos protocolos com instituições de Maringá.

O contacto com as diversas entidades, desde a Associação Empresarial (ACIM), às Universidades Pública e Privada, até à Feira Anual do AgroNegócio (Expoingá), tudo me deixou surpreendido, pela dimensão e pela dinâmica desta terra.

Maringá foi fundada em 1947 pela Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná, antes só existia floresta e ainda hoje é uma das cidades mais arborizadas do Brasil.

A ACIM é a Associação Comercial e Empresarial de Maringá tem diversos serviços, fundou uma Cooperativa de Crédito (SICOOB), tem uma Fundação para a inclusão social de pessoas de baixo rendimento (FUNDACIM).

Existem três Universidades uma pública a UEM e duas privadas, mas aquela que nos deixou a todos espantados foi uma das privadas, a CESUMAR tem cerca de 20.000 alunos e instalações magníficas. A CESUMAR possibilita à população de Maringá cerca de 12.000 consultas/utilizações mensais gratuitas. Por exemplo no curso de Psicologia há consultas gratuitas, no curso de Estética e Beleza tem aulas de formação prática em que as alunas prestam serviços à população.

Uma curiosidade é a grande comunidade de Japoneses que existe na cidade, cerca de 15.000, que estão hoje na terceira geração. Ouvir um descendente de japoneses a falar brasileiro é uma sensação muito engraçada.

O que mais me está a marcar nesta viagem é a forma como as pessoas apresentam a sua cidade, o optimismo, a alegria e o orgulho, como nos dizem que são a cidade mais segura, ou que têm uma indústria têxtil muito importante, ou que a produção de um qualquer produto agrícola é em Maringá uma referência para o Brasil.

Nesta época, deprimida que estamos a viver em Portugal há imenso tempo, em que temos sempre a sensação de que não há uma solução para todas as nossas desgraças, nada como viver durante uns dias uma realidade totalmente diferente da nossa. 

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Parte da nossa história

"Nos tempos livres voltaram as tardes de football, mas aqui tinha havido uma novidade que não foi do agrado de Afonso. O Grupo Sport Lisboa, club que no seu coração tinha substituído o extinto Club Lisbonense, fundira-se no Verão com um outro club, o Sport Club de Bemfica, e passara a chamar-se Sport Lisboa e Bemfica. Descontente Afonso foi pedir explicações aos empregados do Laboratório Franco. Os rapazes alegaram que a fusão era a única maneira de impedir a extinção do Grupo Sport Lisboa. Segundo eles, o Sport Club de Bemfica tinha um campo próprio mas nenhuma vocação para o football, não passava na verdade de um clube de ciclismo, enquanto o Grupo Sport Lisboa era um club de football que não tinha campo, o que estava a minar o moral da rapaziada. A solução foi juntar os dois clubs. Afonso não gostou da ideia, antipatizava com a palavra Bemfica, era o nome de ma estrada que ia dar à Porcalhota (Amadora), facto que, suspeitava, iria sujar irreversivelmente o nome do Sport Lisboa. Mas o Campeonato já tinha começado e a 25 de Outubro, justamente na véspera do primeiro dia de aulas, o novo club iria defrontar o Sporting. Mascarenhas queria ver o seu Sporting "dar uma cabazada àqueles tansos", e Afonso, algo contrariado, acompanhou-o até ao campo do Sport Lisboa e Bemfica, situado na Quinta da Feiteira, junto à igreja de Bemfica.

A primeira grande surpresa de Afonso, ao chegar ao campo e ao ver as equipas no aquecimento, foi que nada parecia ter mudado. O Sport Lisboa e Bemfica alinhava com o antigo equipamento do Grupo Sport Lisboa, camisolas vermelhas e calções brancos, e o próprio emblema da águia se mantinha ao peito, acrescentando-lhe uma roda de bicicleta, o símbolo do Bemfica. A segunda surpresa foi a de que os jogadores da equipa eram todos os mesmos do Sport Lisboa, era como se tudo tivesse ficado na mesma. E a terceira surpresa foi a inesperada vitória do Bemfica sobre o Sporting, que contava com os oito artistas roubados no ano anterior ao Sport Lisboa. Mascarenhas regressou desanimado com o resultado, mas Afonso veio eufórico; afinal o seu clube continuava a existir."

 

excerto de A Filha do Capitão, de José Rodrigues dos Santos

 

 




 


Estou de folga...

 

É mesmo em todo o mundo

 

 

 

Festa em Maputo enche baixa da cidade

 

Luanda enche-se de benfiquistas para festejar título

 

Vitória do Benfica celebrada em apoteose em Cabo Verde

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Domingo, 9 de Maio de 2010

O país vai parar... durante 90 minutos, pelo menos

 

 

No final, haverá festa no mundo inteiro ... ou apenas em Braga!!

O relógio não pára XXV

 

Em altas nas pistas de dança no final dos anos 80.

publicado por Paulo Sousa às 10:00
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Sábado, 8 de Maio de 2010

Ser Português

José Gil analisa a identidade Portuguesa de uma forma exemplar:

 

( ....)" a nossa relação com o outro é uma relação  de distância porque sabemos que são todos potenciais chico-espertos, prestes a agir como nós mesmos, prestes a trair, a aldrabar, a fazer sair do nosso interior o chico-esperto que está lá dentro (....) o português tem sempre quatro olhos, um par por detrás do par que está à vista escrutinando a visão do outro, sobretudo as suas intenções ( sem cessar atribuindo intenções aos outros). Uma doce paranóia obsessiva rege assim a sociedade portuguesa..." in  Em Busca da Identidade, pag. 35

Assim se explica a indiferença pela a actuação reprovável de um governo que mente. Mentiu no valor do déficit, mentiu ao parlamento... mas que importa isso?   Será que os outros ( os da oposição) mentem menos? Têm mais credibilidade? E se disserem toda a verdade terão os votos dos Portugueses?

Admite-se que haja Deputados como Maria de Belém, a justificar semanticamente o  furto de gravadores  de um colega de bancada? Se fosse nos EUA estava na rua. Aqui desculpa-se!

É normal que um Deputado com a experiência de Marques Guedes, avançe com a proposta de um código de conduta para os Parlamentares?Já propôs o Dia do Cão ! Lembram-se?

Estamos a viver seguramente um período de grande agitação política, social e financeira, mas há limites que não podem nem devem ser ultrapassados.  Estamos mesmo no limite do decoro!!

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Paraíso Socialista - estamos quase lá

Perguntas constantes do teste de aferição de Matemática deste ano, aplicado aos alunos do 2.º ciclo ou 6.º ano da escolaridade obrigatória:

 

1. Cinco mais dois é igual a:… sete (5 + 2 = 7);


2. A quarta parte de oito é igual a:… dois (8 / 4 = 2)

 


Sexta-feira, 7 de Maio de 2010

Depois do Eduquês vem aí o Criminês

Depois de uns dias fora do circuito habitual, e antes de saber desta noticia pensei para comigo que tudo estaria na mesma e que seria interessante ver quão banais são os assuntos do dia-a-dia do nosso país.

Enganei-me. A primeira notícia que oiço é que um deputado da Assembleia da República interrompeu uma entrevista a meio e ao sair roubou os gravadores audio aos dois jornalistas. A reacção aparenta querer impedir que nós, os portugueses, não tivéssemos conhecimento do que ele tinha ou não respondido.

Desde há algum tempo para cá, todos nós, conscientemente ou não, temos criado uma carapaça de defesa da sanidade mental e não fazemos outra coisa que é esforçar-mo-nos por relativizar os escândalos que levariam à demissão em qualquer país desenvolvido. Curioso é observar que ao longo deste processo de apodrecimento da vida política, cada vez menos somos um país desenvolvido.

 

Perante as imagens inegáveis do que realmente se passou, o deputando já se justificou o roubo como uma reacção à “violência psicológica insuportável” a que estava a ser sujeito pelos sádicos jornalistas. Explicou ainda que o que se passou foi uma apropriação irreflectida dos gravadores. Um acto que seria classificado de furto numa qualquer mercearia, na AR se for praticado por um deputado passa a chamar-se de 'apropriação irreflectida'. Mais uma para acrescentar ao dicionário de criminês-português.

 

Como seria de esperar o PS apoia o vice-presidente da sua bancada parlamentar.

Futebolês #26 Ceifa

  

A ceifa é, como todos sabemos, um processo de colheita. Caracteriza-se por deitar abaixo, derrubar: seja erva viçosa, milho verde ou trigo doirado, cevada, aveia ou simples feno.

É esta característica – derrubar, deitar por terra – que faz da ceifa uma colheita especial, mas que também transporta a dimensão do futebolês. No futebol não se ceifa a relva, ao contrário do que se poderia pensar. A relva é em geral cuidadosamente tratada e cortada, nunca ceifada. Às vezes é tratada de forma a chatear o adversário: regada (ou encharcada?) antes do jogo, deixada mais crescida para atrapalhar o adversário, ou até sujeita a rega no final do jogo apenas para dar um banho aos adversários que fiquem a festejar… Pequenos truques que, se comparados com o que vimos no passado domingo, não passam de simples e inocentes brincadeiras de crianças.

Já lá chegaremos. Por agora retomemos a ceifa e a sua aplicação a esta forma de expressão, ao futebolês. Está pois bem de ver que o que se ceifa no futebol é o adversário: derruba-se, deita-se por terra!

Ceifar o adversário não é um mero derrube. Não tem a preocupação de matar a jogada (é mais mesmo de matar o adversário!), nem da falta cirúrgica. É um derrube violento, acompanhado de um movimento que nos transporta para o imaginário da ceifa, daquela não menos violenta ceifa de foice em punho, que deixava os campos inundados de suor (e quantas vezes de lágrimas…) arrancado às entranhas de ranchos de mulheres que, de sol a sol, em pleno pique do Verão escaldante, vergavam searas que se transformavam em pão de um sustento sempre regateado. Só que, naquele campo verde, ao contrário da seara doirada transformada em árido e seco restolho, o movimento é executado pelas pernas.

Claro que ceifar o adversário, que também há quem identifique com arrancar pela raiz, que é outra forma de colheita, é uma entrada faltosa, também e ainda designada por entrada a varrer, e portanto punível disciplinarmente. É uma entrada violenta que coloca seriamente em risco a integridade física do adversário, a vítima que não é, nem poderá ser, um inimigo.

Já atrás deixei escapar que o tema que hoje pretendo abordar é outro. Tinha que pegar num vocábulo do futebolês, como é obrigatório, mas do que realmente quero falar é da intolerável violência que marcou todo o ambiente que rodeou o jogo do Dragão, entre o Porto e o Benfica, do passado domingo. Daí que tenha procurado uma expressão que se associa, e que já deixei associada, a dois conceitos que vêm a propósito: violência e colheita. Bem miscigenados na velha expressão popular: “Quem semeia ventos colhe tempestades”… E vêm-se semeando ventos há 30 anos!

Nada justifica, nem nada pode tornar aceitável, o ambiente de terror que foi criado à volta de um jogo de futebol. Um terror que vem em nítido crescendo, numa escalada que ninguém sabe onde irá parar.

O que se passou no Porto vem na sequência do que se tem vindo a passar ao longo dos últimos 25 ou 30 anos, em Lisboa, no Porto, nas auto-estradas, nas áreas de serviço, no Algarve…

O que se passou no Porto, e o que se vem passando em especial sempre que Benfica e Porto se encontram (desencontram), é o resultado de uma escalada a que a sociedade portuguesa tem de pôr fim. Não é mais um problema do futebol, é um problema de todos nós, é uma questão de civilização! É uma questão de cidadania, do Estado de Direito, de ordem pública! Porque todo o cidadão tem direito a sentir-se protegido e seguro em qualquer espaço do território nacional.

O estado a que se chegou é o resultado de muita incúria e de não menos irresponsabilidade. As próprias instituições do Estado deixaram-se contaminar pela manipulação da clubite e ficaram reféns de um poder que já ninguém sabe onde começa nem onde e quando acaba. Lembramo-nos todos de Vale e Azevedo que, envolvido num sem número de acusações, só depois de perder o manto protector da presidência do Benfica viria a ser incomodado pela Justiça, com os resultados que se conhecem. Não haverá mais? Não sei! Mas sei que parece que não há uma PSP nacional, mas uma de Lisboa e outra do Porto. E sei que, passados todos estes dias, das entidades oficiais ainda não ouvimos sequer uma palavra. Que nos tranquilize e que sirva de sério aviso a toda aquela gente que alimenta esta fogueira para que nunca se apague. Que transforma um dos mais belos espectáculos numa guerra sem sentido e que transforma os campos de futebol em campos de batalha.

Contou-nos há dias Eriksson, antigo treinador do Benfica, respeitado e reconhecido gentleman do futebol, que já naquele jogo das Antas de 90, em que os balneários estavam empestados de cheiros insuportáveis, nos tempos do famoso guarda Abel, Pinto da Costa lhe justificava tudo aquilo dizendo-lhe que “guerra é guerra”.

Já lá vão 20 anos em que recorrentemente se reclamava “Lisboa a arder”. Lisboa não ardeu mas a guerra ficou! E foi alimentando grupos de marginais que crescem à sua volta e que tomam conta do ambiente de terror que está a ceifar o futebol. Impunemente, como se pode ver pelo lamentável Comunicado do FC Porto, pelo cúmplice silêncio das autoridades públicas e pelas penas aplicadas pelas autoridades desportivas: duas multas ao FCP – uma de 1.200 e outra de 1.500 euros – provavelmente uma média pouco superior a um euro por cada bola de golfe, isqueiro ou telemóvel arremessados aos jogadores e ao treinador do Benfica. Ah! E uma multa ao Luisão, de 1.125 euros, por ter simulado devolver à procedência um desses isqueiros!

Assim se ceifa o futebol quando apenas era preciso mondá-lo!

 

" Acalma o grelo a Queima já chegou!"

Meus caros, por motivos NÃO alheios á minha vontade, informo que que estarei off-line até segunda -feira.Aos gajos que estão velhos e que Coimbra não passa de uma vaga memória de juventude, lhes digo que viver Coimbra é um estado de alma que dura para sempre!
"Acalma o grelo a Queima já chegou!"
Eu estarei lá!

 

 

 

Quinta-feira, 6 de Maio de 2010

Brincadeiras

Já é penoso assistir ao desenvolvimento dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito ao fracassado negócio PT/TVI. É penoso pelo desfile de depoimentos e contradições. É penoso pela exposição da mistura promíscua entre política e negócios. Mas é ainda mais penoso pelo espectáculo servido ao país: um grupo, e grande, de deputados com um certo ar lunático de quem está completamente a viver, já nem digo noutro país, digo mesmo noutro planeta, à procura não se sabe bem de quê.

Não fosse o ar lunático que muitas vezes percebemos, e vislumbrássemos naquele ambiente alguma sonoridade melódica, e diria que lembra aquela cena do Titanic, com a orquestra a continuar a tocar, como se nada se estivesse a passar, enquanto o navio se afundava e centenas de pessoas eram engolidas pelo mar.

Será que pretendo com isto dizer que as comissões parlamentares não servem de nada? Que à Assembleia da República (AR) não compete investigar o que quer que seja?

Não. Não é bem isso que quero dizer!

As comissões parlamentares estavam completamente desacreditadas. Era geralmente entendido que não serviam mesmo para nada: as conclusões a que chegavam eram percepcionadas não como resultados objectivos de um trabalho sério de investigação mas como resultados de conveniência política. As conclusões a que chegavam eram sempre as que interessavam ao bloco político dominante em cada conjuntura parlamentar.

Evidentemente que isto aconteceu no passado, acontece no presente e acontecerá no futuro. Referi-me a esta circunstância utilizando o pretérito perfeito porque, com a Comissão de Inquérito ao BPN, fez-se passar para a opinião pública a ideia que, pela primeira vez e finalmente, a coisa funcionava! Não me parece que tenha funcionado, o próprio Relatório final o prova sem reservas, mas a verdade é que bastou que de lá emergissem novas estrelas para a política para que lhe fosse atribuído esse estatuto de credibilidade que, de facto, nunca justificou. E bastou isso para esta coisa das comissões parlamentares ganhasse novo fôlego. Agora é comissão parlamentar para tudo: seja de investigação, seja de inquérito, seja lá do que for!

Esta da PT/TVI virá repor a normalidade: o descrédito completo, arrastando-se penosamente quando, na nossa dupla condição de portugueses e europeus, atravessamos tempos dramáticos, de verdadeiro risco de naufrágio, como o do Titanic. Bastaria isso para sermos levados a pensar que esta gente anda a brincar connosco!

E andam mesmo. Vejamos: o que é que a comissão visa concluir? Que o primeiro-ministro mentiu ao parlamento, não é?

Ora bem: quem é que tem alguma dúvida sobre isso? Ninguém!

Então para que serve a comissão de inquérito? Para nada!

Mas pronto. Lá andam não sei quantos deputados entretidos com esta brincadeira enquanto, cá fora, a gente, que já tinha aprendido o que é a Fich, e a Standard & Poor´s, também já conhece agora a Moody`s que, como eu avisava a semana passada, era a que nos faltava para preencher a caderneta.

 

Humanização na Saúde

Na passada sexta-feira, à noite, tive de me dirigir à urgência de Obstetrícia do Hospital de Sto André em Leiria. Quando alguém se dirige a uma urgência, à partida está frágil, receia que algo se possa passar com a sua saúde e naturalmente a atitude de acolhimento e respeito dos profissionais de saúde, desde as administrativas até ao pessoal médico, culminando no acto médico em si, muito contribuem para uma maior tranquilização, maior confiança no acto médico prestado e uma maior aderência ao próprio tratamento.

 

Não venho falar do mau diagnóstico e das possíveis consequências caso eu tivesse seguido as indicações do médico (no dia a seguir fui novamente à urgência de Obstetrícia da Maternidade Bissaya Barreto em Coimbra). De registar a diferença abissal na relação com o utente) mas manifesto a minha indignação pela falta de humanidade, de profissionalismo e de respeito com que fui tratada e vi serem tratadas outras pessoas que lá estavam. É na minha opinião inadmissível que um médico não olhe para o seu paciente, não escute as suas queixas, dúvidas e inseguranças e muito menos que teça comentários sarcásticos acerca da opção que a utente fez relativamente à maternidade em que decidiu (seja por que razão for) ter o seu filho. É inadmissível que “despeje” para cima dos utentes a rivalidade, sem sentido, entre a maternidade Bissaya Barreto e o seu hospital.

 

É inadmissível que a sala de observações e atendimento esteja de porta aberta, onde entra quem quer e olha quem passa, sem qualquer respeito pela intimidade e privacidade do utente. É inadmissível que a forma como o médico fala seja de “frete”, com a postura de quem está de saída e não está para responder a nada, como se nos estivessem a fazer um favor! È absolutamente inadmissível que ao contar este episódio a uma profissional de saúde que trabalha no hospital de Leiria, no referido serviço, ela me diga “Ah pois, toda a gente deveria saber que à sexta-feira à noite ninguém deve ir à urgência de obstetrícia. É sempre esse médico que está de serviço. É horrível. Já tem imensas queixas contra ele.” Ora, eu pergunto, como é possível ter imensas queixas e nada mudar? Para continuar com aquela postura é porque tem as costas muito quentes e sobretudo não tem mesmo nenhum respeito pelos seus pacientes, ou seja, não é fruto de “um dia mau” mas sim de falta de carácter e falta de profissionalismo.

 

Quantas mais queixas serão necessárias para que a postura deste médico mude? Vai ter mais uma, porque é um direito meu manifestar a minha reclamação, mas também é um dever porque poderá contribuir para alguma mudança no futuro. Alguma coisa deverá acontecer quando as queixas registadas forem muitas. Digo eu! Possivelmente ingenuidade minha! Temos que exigir que sejamos tratados com respeito!

 

A humanização da saúde é urgente. Muito já se fez mas ainda falta percorrer um longo caminho!

 

 

Ps. Para quem quer saber e para quem não quer o meu filho é Lindo e está muito bem de saúde! Mas tão lindo!!!

 

 

 

estou:
Quarta-feira, 5 de Maio de 2010

Escola Secundária de Porto de Mós no Facebook

Está criado no facebook o grupo dos ex-alunos da Escola Secundária de Porto de Mós, tem sido interessante "conversar" e rever,em fotos, pessoas que foram mais ou menos importantes na minha/nossa adolescência. Para sábado, dia 15 de Maio, está  a ser organizado um almoço de ex-alunos da nossa escola. Façam o favor de aderir ao grupo e de se inscreverem no almoço: http://www.facebook.com/group.php?gid=37705496178

 

Esta é uma das muitas fotos que estão na página.Por motivos pessoias, é aquela que mais me marcou até agora. Nuno, tenho saudades tuas!

 

 

O Relógio não pára XXIV

 

Este tema teve a primeira versão em 1979, mas foi em 1986 que se tornou num hino de uma época. Tudo em vinil... claro.

publicado por Paulo Sousa às 14:00

editado por Jorge Vala às 12:33
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Terça-feira, 4 de Maio de 2010

4 Candidatos

Já foi tornada pública a lista de candidatos admitidos para o cargo de Director/a do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós.

Toda a comunidade escolar está atenta e curiosa; a responsabilidade do Conselho Geral Transitório  é enorme e  será severamente escrutinada . A  selecção/eleição  final recairá sobre um destes  candidatos/as:

  (Por ordem alfabética)

 Fernanda Peça

 Maria Teresa  Correia Couto Martins

 Rui Augusto Neves

 Rui Claúdio  Almeida

 

 Foi excluído um candidato.

Desafio perdido

(... ) (em 1994 ) A competitividade era a palavra de ordem a que as nossas empresas teriam de  subordinar a sua acção,apostando na produtividade, na inovação, na qualidade, na moda, no marketing, na internacionalização, no apoio aos clientes. A valorização dos recursos humanos pela educação, formação profissional e ciência era a arma chave para vencer"... Portugal está como que a participar numa corrida onde tem enfrentar algumas subidas difíceis. Vamos na retaguarda do pelotão da frente , formado pelos 15 países da União Europeia. Num segundo pelotão com grande atraso, vêm a Polónia, Hungria, Checoslováquia, Roménia, Bulgária, e outros países de leste. Não nos podemos atrasar, porque depois seria difícil recolar e corríamos o risco de ser apanhados  por este segundo pelotão "(...)

                                                     Cavaco Silva in Autobiografia Política, Volume II , pag. 472

 

 Volvidos estes anos, não só nos deixámos ultrapassar como ficámos  em situação critica.

 Como foi possível desbaratar prestígio, dinheiro e tempo?

 Os jovens mais qualificados abandonam o país : ficam apenas os que já não podem ou ainda não querem, mas têm vontade de o fazer.

 Que prioridades elencámos?

  Será que fiscalizamos o suficiente? Indagamos o possível? Exigimos o adequado?

 Ou ficamos contaminados pelo " diz-que disse"? Pelo parece que?

 Quando iremos actuar  civicamente de uma forma exigente, sem medo e sem receio?

 Ou será que nos incomodam , ameaças travestidas de "alertas" elaboradas mais para intimidar  e condicionar do que esclarecer e aprofundar a res publica?

  Um país  ou uma autarquia com uma liderança esclarecida e forte e uma oposição informada e critica terá todas as condições para apanhar o pelotão da frente.

  Não pode  nem devem  ser condicionados!

Segunda-feira, 3 de Maio de 2010

A Luta Continua !

O mês de Maio vai ser fértil em greves principalmente nas empresas de transportes públicos, que tem um peso muito significativo no nosso défice público, pois todas estas empresas geram prejuízos colossais.

Os trabalhadores esforçados da CP, Refer, Carris, Soflusa, Fertagus, Transtejo, STCP e Transportes Sul do Tejo, fizeram greve pelas mais distintas razões, aumentos salariais. Os trabalhadores dos CTT aproveitaram para iniciar a sua greve que só termina a 7 de Maio. O Sindicato dos Maquinistas promete novas greves, já o Sindicato dos Trabalhadores da Industria Mineira, após 43 dias de greve, já entregou o seu pré-aviso de greve para mais uns diazitos entre 5 e 11 de Maio.  Os trabalhadores da Petrogal, vão reunir para marcar as várias greves a realizar durante o mês. Desta vez até os funcionários da Assembleia da República fizeram greve. O Governo que de beato não tem nada, premiou os funcionários públicos, com mais uma famosa tolerância de ponto, a propósito da visita do Papa, à qual os professores sempre obedientes já organizaram o plano de encerramento das escolas por todo o país.  

Como exemplo, de uma eficiente empresa de transportes públicos, recentemente objecto de uma Auditoria do Tribunal de Contas, apresento alguns dados retirados de um relatório, que deixará os próprios trabalhadores, horrorizados em qualquer uma das 156 páginas. Em 2007, o Metropolitano de Lisboa “sustentou” 2.670 pessoas, das quais 1.194 são inactivas e gastou em pessoal 88,6 milhões de euros. Com uma simples operação de dividir obtemos um gasto médio anual de 33 M€ / pessoa, ou um gasto mensal de 2.370€ por pessoa. A empresa facturou 62 milhões de euros e registou um prejuízo de 144 milhões de euros, sim é verdade o prejuízo é superior a mais do dobro da sua facturação. Tem mais de 14 tipos de subsídios que custaram 8,7 milhões de euros. Esta empresa que perdeu 144 milhões de euros, atribuiu de prémios aos seus trabalhadores activos e 1,3 milhões de euros, sim é possível perder 144 milhões de 395 mil euros por dia e atribuir prémios. O principal prémio é o de Assiduidade (850 mil euros), valor que deve justificar a “baixíssima” taxa de Absentismo de 8%.

Tudo isto numa semana, em que uns malvados especuladores, oriundos do império do mal, resolveram meter-se com o nosso exemplar e bem governado Portugal. Conhecessem eles este relatório e iriam certamente especular para outro lado!

Nota: Qualquer semelhança entre o Metropolitano de Lisboa e Portugal é pura coincidência!

Parabéns à Banda Recreativa Portomosense (BRP) !

A BRP faz, hoje, 202 anos! Uma instituição que devia  merecer  todo o carinho da população em geral e do poder politico que "manda" no concelho em particular.

Os dirigentes apelam, na última edição do "OPortomosense", para a necessidade de a Banda ter uma sede condigna e condizente com o seu historial e potencial dinamizador cultural no concelho.

 

Já aqui falámos sobre a Banda e suas potencialidades , em 2008, Paulo Lameiro, foi o convidado da BRP, para nos falar do fenómeno das Bandas Filarmónicas e na altura descreveu o que considerou ser o mais importante fazer:


"Para falar no futuro, é fundamental conhecer o passado, e, quanto a mim, é aqui que reside o cerne e o principal daquela maravilhosa palestra. Ficámos todos a saber que a Banda não tem o seu “espólio” organizado, que não sabe o que faziam os seus fundadores, quando a Banda ainda se chamava Filarmónica e que não há um estudo sociológico através dos tempos, dos documentos da Banda que permitissem, agora, perceber qual foi a trajectória da instituição ao longo destes longos anos, de modo a entender qual foi a sua interacção com a sociedade e vice-versa, para poder projectar um rumo para o futuro. Aqui, Paulo Lameiro, foi peremptório e muito claro! Que era infinitamente mais adequado e fundamentado o gasto de alguns euros numa investigação profissional, sobre o passado da Banda, do que em qualquer novo instrumento. Deixou, ainda, como sugestão, a possibilidade de recorrer à contratação de um estudante finalista em Antropologia ou Sociologia para fazer este trabalho, pois têm as competências e saberes para realizar o trabalho. Os elementos dos corpos sociais presentes foram unânimes na necessidade da realização deste estudo" .

 

Se em 2007 foi AQUI escrito sobre uma possível Universidade Sénior, em Porto de Mós, e ela vai concretizar-se, o nosso desejo é que como também em 2007 AQUI começámos a escrever sobre o nosso carinho para com a Instituição Banda Recreativa Portomosense, que este ano de 2010 seja o ano de ver cumpridos os sonhos dos seus dirigentes.

 

Podem contar connosco! Parabéns!

 


 


Domingo, 2 de Maio de 2010

Glorioso

Daqui a pouco começa o jogo do título Porto – Benfica, o Vilaforte é um blog local que fala de política e de outros assuntos, mas com excepção da crónica semanal Futebolês do Eduardo, raramente fala de Futebol.

A última vitória do Benfica no campeonato é mais antiga do que o Vilaforte, mas somos todos, ou quase todos benfiquistas e esperamos daqui a umas 3 horas estarmos a festejar o 32º título ao Glorioso.

É só um prognóstico em jeito de desejo.

Relembro, aos distraídos portistas, que a única forma de ficarem em 2º lugar é o Benfica ser campeão hoje no estádio do Dragão.

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Paulo Guinote no Plano Inclinado

Para quem não viu a intervenção de Paulo Guinote, no programa" Plano Inclinado" reveja aqui os argumentos que usou para contestar toda a política educativa dos últimos anos. Há anos que ando a dizer o mesmo ... mas Paulo Guinote tem outra dimensão e outra importância! Que seja ouvido por quem de direito.

publicado por Ana Narciso às 15:35
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A Festa da Flor

 A Madeira ressuscitou das cinzas e da dor numa Festa da Flor ainda mais fantástica e colorida. (aqui)

publicado por Ana Narciso às 15:08
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O Relógio não pára XXIII

 

 

No boom do Rock Português dos anos 80 o Grupo de Baile ficou com um lugar garantido na nossa memória. Curioso este Patchouly, único tema conhecido da banda, que tinha duas versões, uma censurada e outra não. Esta que vos trago é a não censurada. Alguém encontra o 'excesso' que justificou a censura?

publicado por Paulo Sousa às 09:00
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Sábado, 1 de Maio de 2010

Em silêncio

   Desta Assembleia Municipal  de 30 de Abril , gostaria que ficasse para memória futura de todos os Portomosenses eleitores que só com a  intervenção ponderada e demorada ( 7 horas de reunião) dos vereadores do PSD ( Júlio Vieira e Luís Almeida) não  iremos pagar  valores “disparatados"  conforme adjectivo do Presidente João Salgueiro, pelos, serviços que a Câmara Municipal nos presta, nomeadamente  no abastecimento de água. É esta atitude de cooperação "responsável" que deverá ficar na memória desta Assembleia. Para outros momentos de debate político ficará a análise  das escolhas do Presidente da Assembleia ou seja : dos parágrafos que escolhe para serem lidos numa carta pessoal que lhe foi dirigida pelo cidadão eleitor Sérgio Abreu ( será que foi autorizado? )Ou a leitura de um "alerta" que caiu em saco roto.  Nada disto era relevante em relação ao que se estava a discutir; embora temo que no final  teremos todos ( executivo, PSD, PS Independentes e PCP)  que justificar perante a população  o porquê da escolha deste momento particularmente difícil nas famílias portuguesas para se aumentar  as facturas do consumo doméstico.

   Só nos resta um consolo; sem a intervenção dos Vereadores do PSD  e do protesto de Rui Marto, a solução final poderia ser ainda bem pior.

  Deixou de ser relevante a entrega de um documento onde se regista que o Presidente João Salgueiro ainda reune com a Deputado Municipal do CDS quando já não consta desa Assembleia. Foi lapso.  Aceito.  Mas que o Executivo tem saudades da Antonieta Mariano, tem! Tanto assim é que foi convidada pelo Partido Socialista a integrar a Comissão  Alargada de Crianças e Jovens de Porto de Mós. Afinal sempre reuniu com a ex -deputada da Assembleia Municipal  do CDS /PP. Não duvido da disponibilidade e empenho de Antonieta Mariano, mas  não deixa de ser uma coincidência interessante ! Fugiu-lhes a tecla para a verdade  !

Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

Portugal no seu melhor II

 

Roubado daqui

 

publicado por Paulo Sousa às 14:00
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Futebolês #25 Maldade

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Mais uma das travessuras do futebolês. Há maldade em todo o lado e o futebol não é excepção. No futebol há muita maldade: entre dirigentes, entre adeptos e até entre jogadores, dentro e fora do campo. Também nos árbitros há muita maldade…

 Mas essa é a maldade comum, praticada pelos maus. Maus a tempo inteiro ou apenas maus às vezes. Mas maus, por vocação ou por circunstância. Que, também tendo vida própria no futebol, se estende a tudo o que é actividade humana. É o preço que temos de pagar pelo pecado original…

 A maldade no futebolês é outra coisa. Se é necessária uma prova de que o futebolês não é coisa má, ela aí está: fazer da maldade uma coisa que não é má. Que é mesmo uma coisa boa! Começa logo por não ser praticada pelos maus e estar apenas ao alcance dos bons. Dos muito bons! Maldade, no futebolês, não é mais do que aquele gesto técnico, só ao alcance dos mais dotados, que resulta como que numa humilhação (não, não são os “olés”, porque esses não vêm dos jogadores, mas de uns tipos que não percebem a diferença entre um campo de futebol e uma praça de touros) para o adversário. Mas numa humilhação que não é por maldade, pela maldade comum.

 A maldade mais frequente, e talvez a menos exigente de recursos técnicos, é aquela de fazer passar a bola por entre as pernas do adversário. Há quem lhes chame túnel (vejam bem, túnel!) rabeta ou mesmo cuequinha! Todas as outras maldades são bem mais exigentes. Quer de executar quer de descrever.

 Todos nos lembramos de inúmeras maldades praticadas por alguns meninos traquinas que espalham travessuras pelos campos de futebol. O Messi é talvez o mais travesso do mundo e delicia-se a fazer maldades, umas atrás das outras. Quem não acha muita graça às traquinices dessa Pulga irrequieta é o Mourinho, ao ponto de lhe montar uma guarda bem apertada para que nem um ar da sua graça pudesse sequer dar.

Por cá, é Di Maria o maior malfeitor. Muita maldade tem esse rapaz espalhado por esses campos fora. Já para não falar dos seus dotes de caligrafia: são letras de todo o feitio e para todos os gostos – passes, assistências e golos! O Saviola também é rapaz dado à traquinice, não dispensa as suas maldades.

Não se pense que só há maldosos no Benfica. No Sporting também há: o Liedson de vez em quando também faz a sua maldade. Tal como no FC Porto: o Bruno Alves, o Raul Meireles… Esses não, desculpem. No FC Porto claro que é o Hulk! Não podemos contar apenas com as maldades no campo, no túnel também contam!

 Quem continua a fazer maldades é o Braga. Não, não é maldade querer fazer-se de grande. Não é maldade quase conseguir imitar o Benfica e quase encher os campos dos adversários: quase encheu o de Leiria, há três semanas, e quase que encheu, na semana passada, o da Figueira, dando uma boa ajuda aos cofres do União e da Naval. Nem é maldade que isso seja feito à custa de uma certa batota: compra os bilhetes, freta os autocarros, recruta os adeptos… E não foi evidentemente maldade ter impedido que o Benfica festejasse o título a 25 de Abril!

Como não será maldade que o FC Porto volte a impedir a festa encarnada no próximo domingo. Mas será uma grande maldade, esta na verdadeira acepção do futebolês, o Benfica fazer a festa no Dragão. Gostaria que os portistas não levassem a mal, mas temo que assim não seja! Temo que no domingo no Dragão as maldades não se resumam às traquinices do Di Maria, do Saviola, do David Luiz, ou de um ou outro jogador do FC Porto que, perdoem-me os adeptos portistas, não consigo antecipar. E não é por maldade, é porque, tendo jogadores com capacidade de desequilibrar, o Porto não tem propriamente grandes fantasistas

 

 

Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

DEFENDER os interesses do país....

foto,via albergue espanhol

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Às armas...às armas!

Os sinos tocaram a rebate! O ministro das Finanças lançou mão do discurso patrioteiro, quase que pegando no hino nacional para mobilizar a nação: “às armas, às armas, contra as agências, marchar, marchar! Um ataque vil à pátria que não poderia ficar sem resposta… A hora é de união, contra os novos inimigos dos tempos que correm: os mercados especuladores, que agora mergulham em voo picado sobre a vítima indefesa, prévia e cirurgicamente afastada da manada…

 

O primeiro-ministro reúne com o líder da oposição. Antecipa medidas do PEC. Sim porque as medidas já existiam, apenas é necessário antecipá-las. Bom, também umas outras medidas, que na semana passada não passavam de “uma mão cheia de nada”, irão merecer a atenção do governo. Há que dar sinais rápidos aos mercados…

 

E nós, como sempre, ficamos baralhados:

Então mas se isto não passa de um ataque vil e traiçoeiro de predadores, para que é precisamos de medidas para dar sinais aos mercados?

Então se nos foram separando da manada o que haverá a fazer não será correr rapidamente para a reintegrar e sentir o bafo reconfortante e protector dos pares?

Temos de adoptar novas medidas e antecipar outras? Então mas o PEC não acabou de ser aprovado?

 

A famosa Standard & Poor`s (S&P) – há pouco tempo havíamos conhecido a Fitch, que não tinha ficado menos famosa; já só nos fica a faltar conhecer a não menos famosa Moody`s –, ao serviço dos predadores, baixa o rating da dívida pública portuguesa, e logo em dois níveis, com o argumento da fragilidade das contas públicas e do fraco crescimento económico. Ou seja uma decisão justificada pelo segundo dos sete pecados de que há tempos aqui deixara nota: a economia.

 

Em bom rigor essa seria uma forte razão. Sem crescimento económico não é possível resolver o nosso problema das contas públicas. Sem crescimento, pretender atacar a fragilidade das contas públicas significa entrar numa espiral de retracção da economia, com consequências óbvias: mais défice, mais endividamento, mais agravamento das contas públicas…

 

Pois, também há os especuladores. Mas também muito se especula com os especuladores, esses predadores que teriam nessas agências os seus braços armados…

 

Cá para mim isto tem muito mais a ver com outras coisas. Por exemplo, com estes avanços e recuos da Alemanha no apoio à Grécia. Com as indecisões alemãs, que faz que ajuda mas não ajuda, que diz que ajuda mas quando se lembra que estão ai as eleições na Westfália/ Renânia, já não ajuda. Quando o avalista não está lá para dar o aval, ou hesita em dá-lo…

 

Quando é que alguma vez podíamos imaginar que pudéssemos sofrer tanto com umas eleições num canto qualquer da Alemanha que nem sabíamos que existia?

 

Mas pronto! Despachem-se lá com essa do IVA a 22 ou 23%. Já estamos fartos de esperar!

Investigação científica e serviço público*

"Quereis saber o que é investigação científica?

Pois vêde o que é um país sem ela.Então podereis analisar as misérias de que esse país é vitima, a degradação que nele se verifica, a desorganização das actividades,a falta de planos de conjunto.Em lugar dos trabalhos meticulosamente pensados, para que nada esqueça e tudo esteja pronto a horas, surgem as inspirações do acaso, animadas e estipuladas pela opinião pública, deleitando-se as pessoas no culto do armado no ar, do feito à pressa...

Chega o vício a tal ponto que até há quem faça o elogio de tais improvisações, supondo-as ingenuamente testemunhas de inteligências vivas e claras, quando em qualquer parte onde houvesse bom senso seriam apenas pura e simplesmente condenadas!

podeis ver, onde não existe investigação científica, a preguiça entronizada, com o atraso imperando e a rotina luzindo e, por cima de todas estas desgraças, o ensino a decair de dia para dia, as universidades enfraquecendo-se, o escol tornando-se raro e a juventude educando-se cada vez pior.

 

Esboçam-se actividades que não têm viabilidade; instalam-se indústrias onde não há matérias-primas necessárias ou erguem-se centros fabris dispendiosos em locais condenáveis, forjam-se organizações com vícios fundamentais que irremediavelmente elevarão até ao exagero os preços dos produtos manufacturados, estabelecem-se vias de comunicação por mera inspiração do acaso,sem plano de conjunto,nem visão do futuro ou da expansão económica da nação, criam-se pontos de drenagem de mercadorias quando elas não existem...persiste-se em manter a aparelhagem económica da nação em moldes atrasados, segundo princípios arcaicos, que são a negação das mais elementares normas de organização de trabalho.

Por cima de todos estes vícios teimam-se em viver num meio de actividades estagnadas, porque as que poderiam dar o arejamento necessário, criara e distribuir riqueza, que teriam êxito seguro dentro da economia geral, tardam em ser descobertas ou valorizadas.

 

Este quadro dramático que ora se descreve é afinal o quadro de todos os povos que, sem grandes recursos, utilizam uma técnica frouxa, contentando-se com a sua linguagem balbuciante. Isto é uma consequência certa, também, em toda a parte onde se abandona a técnica a si mesma, se não estimula, se não força o progresso, pelo único sistema que se conhece: desenvolvendo a investigação científica que deve apoiar ou orientar."

 

* António Câmara, 1949. Avô de António Câmara, prémio Pessoa 2006.

in o futuro inventa-se

 

Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

A Senhora Deputada

"Viver na Cidade de Paris só a mim diz respeito"

   Inês de Medeiros ao Diário de Noticias de 23 de Abril de 2010.

 

Não tenho a veleidade de pôr em causa a legitimidade da Senhora Deputada e Vice-Presidente da Bancada Socialista, por viver em Paris. Por mim pode viver em qualquer parte do mundo. Mas ter que contribuir com os meus impostos para que o erário Público lhe pague as deslocações semanais de e para a sua residência em Paris, diz-me respeito e discordo.

A Senhora Deputada quando aceitou candidatar-se ao cargo, pelo circulo eleitoral de Lisboa já residia em Paris, logo sendo pessoa esclarecida saberia concerteza que o regimento da Assembleia da Republica não prevê que as deslocações de Eleitos pelos Circulos Eleitorais do Continente, sejam pagas a Residentes fora deste território.

Mesmo assim a Dra Inês de Medeiros, Eleita Deputada da Nação pelo Circulo Eleitoral de Lisboa, acha que só a ela diz respeito viver em Paris e que lhe é devido o pagamento das ditas viagens.

Pois eu acho mal!

A Assembleia da Republica entendeu pagar e a Senhora Deputada vai passar a receber.

Uma excepção que não assenta bem na figura pública que conhecemos e muitos reconhecem

Uma excepção entre muitas que uma vez mais a Assembleia da Republica criou, qual fato à medida, de consequências futuras imprevisiveis e reprovável sobretudo quando a actual conjuntura nos obriga a permanentes cortes na despesa. 

Defendo que os Deputados quando Eleitos, em primeiro lugar devem preocupar-se em servir o País, mas sempre com a responsabilidade de manterem uma relação de proximidade com os "seus" Eleitores. Por isso deveriam residir no Distrito que os elegeu.

Defendo ainda que não faz sentido que num País com a dimensão de Portugal a Assembleia da Republica tenha mais que 100/120 Deputados.

Mas para que possa pensar-se em alterar aquilo com que quase todos concordam, é necessária uma revisão Constitucional. Algo que a maioria dos Partidos considera complexo, de dificil concretização e pouco prioritário. Afinal quem é que quer perder direitos, lugares e deixar de poder criar excepções?

Com tudo isto o que a classe Politica dificilmente evita é o clima de suspeição e de descrédito, que a Senhora Deputada considera muito perigoso.

E é!

Mas afinal quem é que contribui para que seja assim? Os Eleitos ou os Eleitores?

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A Revolução dos Cravos de Sangue

de Gerard de Villiers

Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.

E, acredite, não é bonita!

Um thriller soberbo e original, passado no pós 25 de Abril de 1974.


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