Tomei conhecimento, primeiro pelo Twitter depois aqui, que foi ontem apresentado o MILEI (Movimento Independente por LEIria), que apresentará como candidata a Presidente da Câmara Municipal de Leiria, a actual vereadora Isabel Gonçalves, até agora eleita pelo CDS-PP.
Boa Sorte ao MILEI.
Hoje ocorrerá, no Juncal, um Jantar do PSD de Porto de Mós, em que se discutirá seguramente as autárquicas de 2009, estando prevista a presença,segundo sabe o Vila Forte, de figuras do PSD distrital, ESTE tema será seguramente motivo de conversa esta noite.
Da notícia destacaria estas declarações de Isabel Damasceno,actual Presidente de Câmara de Leiria:
"Damasceno pediu a Ferreira Leite que nas eleições autárquicas se escolhesse “os melhores” e não “os que se colocam em bicos de pés (…) os que falam mais alto”, revelando ter medo de “um abaixamento do nível de exigência na escolha dos candidatos”.
Há pouco mais de dois anos começou a ser cumprida uma das promessas que levou o Sr. Salgueiro, nosso Presidente de Câmara, a Fátima a pé após a sua vitória eleitoral. Refiro-me à Casa Velório do Juncal na freguesia onde resido.
Como a opção de comprar um terreno era muito dispendiosa e de forma a minimizar o investimento, coisa que no Juncal tem de ser gerida com muita parcimónia (tanta que ronda frequentemente a mesquinhez) o terreno escolhido foi o do cemitério antigo que fica por de trás da igreja e que se encontra desactivado há 80/90 anos.
O Presidente da Câmara logo que pôde avançou para o terreno e toca de remover as ossadas com uma escavadora.
O Presidente da Junta e o Pároco, ávidos de uma obra importante para a Freguesia e Paróquia, respectivamente, consideraram que o trabalho estava a ser feito com respeito, como se ‘respeito’ fosse uma função accionada por um botão nos comandos da referida escavadora.
Nem toda a população concordou com os métodos utilizados para o levantamento de ossadas e daí até que uma denúncia chegasse ao Instituto Português da Arqueologia (IPA) passou pouco tempo. Como era de esperar a obra foi de imediato visitada pelo antropólogos do IPA (ou antropófagos, como sempre lhe chamou uma pessoa que acompanhou todos os acontecimentos) e a obra teve de ser interrompida.
As ossadas espalhadas pelo terreno, assim como outras que se encontravam junto às raízes das árvores já cortadas, foram recolhidas por arqueólogos que lamentaram o que ali se tinha passado. Pelo que tive a oportunidade de conversar com as duas técnicas que executarem estes trabalhos, soube que o levantamento de um cemitério não é feito todos os dias, mas é a forma mais eficaz de conhecer as pessoas de uma determinada comunidade no passado. A partir da ossadas é possível estimar a estatura da população, com que idade morreram, as doenças mais frequentes, entre outro tipo de informação. Por exemplo fiquei a conhecer objectivamente os efeitos da osteoporose assim como vi deformações provocadas pelo esforço e por doenças. Tudo a partir de restos mortais de meus conterrâneos, onde se incluem familiares meus que já partiram. Toda esta informação se perdeu por acção da escavadora.
Nesta fase entendeu-se que era muito caro e dispendioso proceder a todo o levantamento das ossadas e acordou-se levantar as ossadas apenas nas zonas das sapatas. Confrontado numa Assembleia Municipal com o facto de desta forma estar a separar famílias que quiseram ser sepultadas juntas, o Presidente da Câmara justificou-se dizendo que os técnicos eram muitos lentos no seu serviço, e, interpretei eu, como o calendário eleitoral é quem mais ordena, the show must go on.
Nesta fase a ‘bola ficou do lado’ do Gabinete Técnico da Câmara que teve de definir a localização das sapatas. Este trabalho será de tal complexidade que demorou dezanove semanas até que os técnicos soubessem onde poderiam escavar.
Durante estas dezanove semanas, ocorreu o episódio mais macabro de toda a novela. Na manhã do dia 15 de Outubro de 2006 foram encontradas no adro a Igreja, assim como no lugar do Andam em vários locais, “cerca de dois quilos de ossos” conforme consta no auto da GNR chamada ao local para proceder a sua recolha. Durante as dezanove semanas em que os técnicos camarários trabalharam afincadamente da escolha da zona de implantação das sapatas, a entrada no antigo cemitério ficou vedada com dois portões velhos amarrados por dois arames.
Este é o rigor técnico que temos na Câmara Municipal, cujo Presidente é um homem que diz entender de obras e faz questão de escrever nO Portomosense que chega às 7h da manhã aos Paços do Concelho para dirigir o pessoal.
A obra está pronta e quis o destino que fosse inaugurada no dia de Finados, logo depois da noite das Bruxas, ou segundo a tradição anglo-saxónica, de Helloween.
O povo, que depois da missa de Todos os Santos ruma ao actual Cemitério, esbarrará com um lanche de papas e bolos, um metro acima do chão onde rolaram caveiras profanadas de juncalenses. É de esperar o discurso de lançamento da campanha eleitoral.
Salgueiro Sim, pela nossa terra.
Digno do Halloween.
Como a Ana já aqui disse fala-se em nomes e nomes e mais nomes (ainda a procissão vai no adro) e sobe projectos e propostas nada.
Há dias depois de ouvir este Pessoal e Transmissível na TSF pensei um bocado na forma como o Chico ascendeu à liderança da jaula dos cimpazés.
A inteligência social referida pela Dra Catarina Casanova foi tão necessária ao sucesso do Chico como o é ao sucesso numas Eleições Autarquicas dentro de uma comunidade onde é vulgar dizer-se que 'não se vota nos partidos mas sim nas pessoas'. Vota-se nas pessoas socialmente mais inteligentes (no nosso caso as pessoas socialmente mais espertas) e o resto nada interessa.
Quando é banal dizer-se que ‘se vota é nas pessoas’ facilita-se muito a vida aos candidatos bem vistos, bem falantes e com capacidade de sedução social, pois quem pertence a essa esfera não precisa de preparar qualquer proposta de fundo.
Será que no ano 34 d.24/4/74 ainda basta fazer umas inaugurações, sacrificar uns porcos na brasa e debitar umas frases feitas para ser o chefe da jaula? Ou será que num Estado Membro da União Europeia no sec.XXI o eleitorado já exige coisas como um plano estratégico para o concelho, uma visão sobre o nos distinguirá dos concelhos vizinhos no futuro e a definição clara do caminho necessário para atingir estes objectivos?
Os leitores do Vila Forte têm a palavra.
Prof. António Câmara - Palestra
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