Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Dia Mundial Alzheimer *

Fui recentemente confrontado com um diagnóstico de Alzheimer a um familiar próximo, que me levou a pesquisar informação mais detalhada sobre a doença.
De uma forma natural, percorri toda a infância até à idade actual, recordando imagens, sentindo cheiros e ouvindo sons da altura, que evidenciam, nesta altura da minha vida, a inversão dos papéis de cuidados prestados pelos progenitores à sua descendência. A nostalgia tem destas coisas e faz-nos pensar naquilo que, de outra forma, talvez não nos permitisse abrir novos horizontes.
A actual sociedade tem vindo a sofrer alterações profundas, aos mais variados níveis, que vão desde os novos padrões da educação a que submetemos as nossas crianças, desde a mais tenra idade, até à forma como abandonamos os nossos idosos/velhos, entregues à sua sorte e à solidão.
Não é novidade para nenhum de nós, que vamos vendo as notícias recentes, de hospitais que registam, cada vez mais, um número elevado de camas ocupadas com idosos a quem a família não quer ou não tem condições para receber nas suas casas, especialmente se … ainda trabalham.
A quem podemos confiar a sorte dos nossos mais próximos, que cuidaram de nós enquanto fomos crianças, que nos foram buscar à escola, que nos deram a primeira mesada, que nos puxaram as orelhas quando foi necessário, que assistiram, com orgulho, à nossa Queima das Fitas e nos viram em estados pouco sóbrios, que nos levaram ao altar, no dia do nosso casamento e estiveram prontos para nos ajudar com os nossos filhos?
Em alguns países da nossa Europa, existem as residências assistidas que garantem aos idosos o conforto das suas casas, com assistência médica e cuidados de enfermagem, higiene diária, entre outras actividades que lhes permitem manter a sua dignidade, apesar da sua fraca autonomia, na maior parte dos casos.
Nós por cá, ainda não me refiro ao programa da SIC, mas estamos confinados aos grandes centros urbanos, a preços que muitos hotéis provavelmente não cobram nas suas diárias.
Será que a restante população não é digna ou merecedora de semelhantes cuidados? Será que a desertificação não pode ser combatida com criação de empregos nesta área tão vasta?
Será necessário e correcto limitar o número de vagas e elevar as médias de acesso às medicinas, para termos depois, o reverso da medalha, com médicos estrangeiros e estudantes nacionais a fugir para universidades além fronteiras?
Questões transversais a toda a pirâmide social, que nos podem passar ao lado, se não tivermos receptividade para ver e ouvir.
Os difíceis dias que hoje vivemos levam-nos ao egocentrismo e não permitem a criatividade nem a simplicidade de conceitos tão básicos quanto o voluntariado, nem a entreajuda a quem necessita, em todas as áreas que todos nós conhecemos, por experiência própria, como é o meu caso, ou por testemunhos que nos vão chegando.
Penso que, estará, também, nas nossas mãos dar um passo em frente e explicar às crianças como podemos ajudar sem pedir nada em troca e sem esperar que nos peçam ajuda.
O simples facto de saber que o  avô da minha esposa, que já tem momentos de grande confusão mental e se vê confrontado com a toma de inúmeros medicamentos, fez-me levantar questões tão simples da nossa complexa sociedade.
Deixo-vos um convite para se pronunciem sobre as questões que aqui levantei e que partilhei sobre esta triste realidade.
Para quem, como eu, quiser saber mais sobre a doença, podem consultar o site:www.alzheimerportugal.org
 

* escrito em Fevereiro do corrente ano, mas neste dia penso ser útil voltar a dar notoriedade ao texto.

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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Alzheimer

Fui recentemente confrontado com um diagnóstico de Alzheimer a um familiar próximo, que me levou a pesquisar informação mais detalhada sobre a doença.
De uma forma natural, percorri toda a infância até à idade actual, recordando imagens, sentindo cheiros e ouvindo sons da altura, que evidenciam, nesta altura da minha vida, a inversão dos papéis de cuidados prestados pelos progenitores à sua descendência. A nostalgia tem destas coisas e faz-nos pensar naquilo que, de outra forma, talvez não nos permitisse abrir novos horizontes.
A actual sociedade tem vindo a sofrer alterações profundas, aos mais variados níveis, que vão desde os novos padrões da educação a que submetemos as nossas crianças, desde a mais tenra idade, até à forma como abandonamos os nossos idosos/velhos, entregues à sua sorte e à solidão.
Não é novidade para nenhum de nós, que vamos vendo as notícias recentes, de hospitais que registam, cada vez mais, um número elevado de camas ocupadas com idosos a quem a família não quer ou não tem condições para receber nas suas casas, especialmente se … ainda trabalham.
A quem podemos confiar a sorte dos nossos mais próximos, que cuidaram de nós enquanto fomos crianças, que nos foram buscar à escola, que nos deram a primeira mesada, que nos puxaram as orelhas quando foi necessário, que assistiram, com orgulho, à nossa Queima das Fitas e nos viram em estados pouco sóbrios, que nos levaram ao altar, no dia do nosso casamento e estiveram prontos para nos ajudar com os nossos filhos?
Em alguns países da nossa Europa, existem as residências assistidas que garantem aos idosos o conforto das suas casas, com assistência médica e cuidados de enfermagem, higiene diária, entre outras actividades que lhes permitem manter a sua dignidade, apesar da sua fraca autonomia, na maior parte dos casos.
Nós por cá, ainda não me refiro ao programa da SIC, mas estamos confinados aos grandes centros urbanos, a preços que muitos hotéis provavelmente não cobram nas suas diárias.
Será que a restante população não é digna ou merecedora de semelhantes cuidados? Será que a desertificação não pode ser combatida com criação de empregos nesta área tão vasta?
Será necessário e correcto limitar o número de vagas e elevar as médias de acesso às medicinas, para termos depois, o reverso da medalha, com médicos estrangeiros e estudantes nacionais a fugir para universidades além fronteiras?
Questões transversais a toda a pirâmide social, que nos podem passar ao lado, se não tivermos receptividade para ver e ouvir.
Os difíceis dias que hoje vivemos levam-nos ao egocentrismo e não permitem a criatividade nem a simplicidade de conceitos tão básicos quanto o voluntariado, nem a entreajuda a quem necessita, em todas as áreas que todos nós conhecemos, por experiência própria, como é o meu caso, ou por testemunhos que nos vão chegando.
Penso que, estará, também, nas nossas mãos dar um passo em frente e explicar às crianças como podemos ajudar sem pedir nada em troca e sem esperar que nos peçam ajuda.
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