Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Agora já não há desculpa!

As câmaras e juntas de freguesia já podem ser produtores dedicados de biodiesel,  noticia o Diário de Notícias, após a publicação em Diário da República, no dia 23 de Outubro, das alterações ao decreto-lei que motivou a aplicação de uma coima de sete mil euros à Junta da Ericeira, a única autarquia do País que produzia directamente aquele combustível a partir da recolha de óleos usados.
 


Até agora, a legislação nacional de 2006, que transpôs uma directiva comunitária, apenas reconhecia as empresas como pequenos produtores dedicados. Esse facto levou a que a autarquia da Ericeira fosse objecto de um processo de contra-ordenação (a correr termos no tribunal de Mafra) por ter montado uma pequena central de produção de biodiesel, que depois usava no abastecimento da sua frota automóvel.

Não obstante ter parado com a produção do biodiesel em 2007 por imposição legal, o autarca  da Junta da Ericeira não deixou de promover a recolha de óleos usados na sua freguesia. "Tive de fazer um protocolo com uma empresa privada da região centro, que recolhe o óleo e me dá uma percentagem de biodiesel para as 14 viaturas da junta", afirmou em declarações ao DN. A reciclagem dos óleos permitia ainda o abastecimento das viaturas dos bombeiros e das IPSS.

Na Ericeira, em média, a junta recolhe porta-a-porta seis a sete toneladas de óleos usados por mês, mas os projectos ambientais e auto-sustentáveis não se ficam por aqui. A autarquia tem em circulação um carro movido a energia solar, que também não paga Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP). "Era só o que faltava", desabafa o autarca, a quem não faltam ideias ecológicas.

"Somos a única junta do País onde não se partem garrafas e estas se reciclam inteiras", indica Joaquim Casado explicando o processo de recolha porta-a-porta que já permitiu recuperar em bom estado e embalar mais de 45 mil garrafas de vinho. "Quando chegarmos às 66 mil, metemo-las num camião TIR e levamo-las para uma fábrica em Bilbau [Espanha], onde serão lavadas. Depois vão para França para serem reutilizadas".

Em Portugal, o autarca não encontrou empresas que lavassem o vidro e interessados em o reaproveitar. Sem desistir da ideia, empregou dois ex-toxicodepentes com o projecto. "Também eles são reciclados", brinca, assinalando que a recolha das garrafas é feita nas lojas e porta a porta. "Porque razão havemos de partir uma coisa que amanhã usamos, exactamente igual?" questiona Joaquim Casado, acrescentando que embora não haja grande rentabilidade com a venda - "fico contente se pagar metade dos salários" - esta é a atitude correcta. "Há três mandatos, quanto cheguei à junta, havia um jardineiro, um coveiro, um carro de mão, uma pá e uma vassoura". Hoje, a Ericeira não tem lixo nas ruas, não tem arrumadores de carros, nem toxicodependentes e, sobretudo, tem uma atitude ambiental correcta, diz orgulhoso o autarca.

 
DN com agência Lusa
 
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