O Presidente da Câmara Municipal não quer nem ouvir falar na localização do futuro Quartel dos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós.
Por razões operacionais é urgente a saída dos Bombeiros do centro da vila, situação aliás assumida pelo anterior Presidente da Câmara e reafirmada pelo actual.
No entanto aquele que é o primeiro responsável pela Protecção Civil do Concelho não quer saber se os Bombeiros escolhem um terreno na Vila ou fora dela, neste ou noutro Concelho. Ajuda a pagar e na sua perspectiva já não é nada pouco!
Nada mais errado! Se outra razão não existisse, o facto de caber ao Presidente da Câmara essa responsabilidade, obrigava-o no mínimo a partilhar decisões com a Direcção dos Bombeiros. Mas existe outra razão; O ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO. Nessa matéria esta despreocupação do Município deixa-me preocupado e estupefacto. Em primeiro lugar porque a Construção do Quartel dos Bombeiros não é igual à construção de um qualquer pavilhão para serviços. Exige espaço, centralidade e obriga a vias de comunicação rápidas que permitam ligações fáceis (sinónimo de socorro eficaz). Um novo Quartel dos Bombeiros exige igualmente solução de futuro para o actual. Não pode por isso pertencer apenas à Direcção dos Bombeiros Voluntários a escolha da sua localização.
A Câmara Municipal tem obrigação de escolher a melhor localização (aquela que melhor serve os interesses do Concelho em matéria de ordenamento em conjunto com aquela que melhor serve a população em matéria de socorro), participar na negociação da aquisição e comparticipá-la.
As Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários não podem ter um tratamento igual a qualquer outra Associação do Concelho. O Presidente da Câmara não pode por isso recear envolver-se em decisões estruturantes e que poderão condicionar o futuro da Vila e desta Associação em particular.
O melhor local não é o mais barato! Ainda alguém se lembra do processo da casa velório e da sua "magnífica" localização?
Banalizar estes factos é reduzir as preocupações com o Ordenamento do Concelho à simples “plantação” de betão ao sabor da vontade de cada cidadão. Poucas regras pouca chatice. Não admira por isso que este género de Governação se adapte com tanta facilidade à sã convivência com Planos de Pormenor suspensos e à revisão do PDM “engavetada” e embrulhada em promessas já vai para seis anos.
Mudam-se os tempos...
É o titulo que Albino Januário deu ao texto que escreveu na qualidade de Presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós, no livro que assinala os 50 anos desta Instituição.
Um texto bem a propósito e que, embora escrito em Abril de 2000, continua actual.
Este brilhante texto termina assim:
(...) "Nessa constante preocupação, espero: das entidades oficiais, centrais e locais, o habitual apoio material e o reforço dos beneficios destinados ao voluntariado, de modo a fomentar e consolidar esse espirito que é tradição de valor incálculável nos Bombeiros Portugueses;" (...)
Como é do conhecimento geral Albino Januário candidatou-se há 4 anos nas listas do PS e no programa eleitoral lá está o apoio social aos Bombeiros Voluntários, inclusão feita provavelmente a seu pedido.
No entanto coube a Albino Januário, Vice-Presidente da Câmara, em conjunto com Salgueiro e companhia decidirem recentemente afrontar exactamente esse espirito do voluntariado como foi amplamente noticiado e está bem patente neste texto.
Tanto rigôr, tanto diálogo...tanta preocupação com as causas do voluntariado...
Ou será que o Poder Autárquico o obrigou a alterar a opinião que tinha quando estava no Poder Associativo?
Aliás neste outro texto Albino Januário (ainda Presidente dos Bombeiros) volta a relevar a importância do "espirito do voluntariado".
Conclusão:
Mudam-se os tempos...mudam-se as vontades
Muda-se de cargo...muda-se de opinião...
e quem fica a perder é sempre o "mexilhão"!
Prof. António Câmara - Palestra
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