Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Futebolês #13 Cavar a Falta

Cavar uma falta não tem nada a ver com qualquer tarefa rural. Para cavar uma falta não é necessária uma enxada. Deve ser mesmo a única coisa que se cava sem enxada ou qualquer outra ferramenta ou alfaia.

E não é por qualquer metamorfose nem por qualquer fenómeno de mimetismo que se cavam faltas sem o recurso à enxada, essa ferramenta que já faz parte do imaginário nacional e que, ainda há poucos anos, era uma das imagens de marca de um Portugal rural, obscuro e sacrificado. Que de sol a sol acompanhava o trabalhador rural em movimentos contínuos e ritmados, muitas das vezes ao som de ordens cadenciadas, deitadas pelo capataz como que a soar a chicoteadas arrancadas à memória dos tempos da escravatura. Sempre com muito suor e às vezes sangue e lágrimas!

É mais uma expressão do futebolês que parece desprovida de sentido, circunstância que, como temos visto, é comum nesta forma de expressão. Mas, tal como noutras expressões aqui trazidas, há algo que segura uma ponta de nexo, algo que faz sentido: cavar também é arrancar. Arrancavam-se as batatas, por exemplo, com uma enxada no mesmíssimo movimento, o mesmo de “ cada cavadela cada minhoca”, com que assinalamos uma sequencia de manifestações mais ou menos disparatadas.

Ora aí está: cavar uma falta é arrancar uma falta! Inventar uma falta! Não aquela falta cirúrgica de que falamos na semana passada, mas uma falta que faça inverter uma situação precisa. Se um defesa está em situação de apuro para afastar a bola das imediações da sua baliza procura pôr-se a jeito para que o adversário que o incomoda lhe toque, fazendo falta ou simplesmente induzindo o árbitro a acreditar que lhe tocou. Se, em posição de ataque, todos os espaços estão tapados pelos adversários e não há qualquer hipótese de progressão ou de levar a jogada a bom porto, o jogador faz o mesmo: põe-se a jeito para que o defesa que lhe tapa os espaços acabe por lhe tocar, ou simulando mesmo que ele lhe tocou.

Cavar uma falta é, assim, uma saída à laia de chico-espertismo, essa coisa tão portuguesa e tão própria do modo de vida português. E, como a falta cirúrgica, cheira a batota… Cavar uma falta é enganar, é ludibriar alguém: o adversário ou o árbitro!

Mais uma vez, e em paralelismo com o tema da semana passada, em vez de se denunciar como uma má prática, contrária ao fair play, promove-se a sua prática e premeia-se o seu autor, invariavelmente apelidado de inteligente na forma como cavou a falta, seja para se safar de uma aflição defensiva seja para transformar um beco sem saída numa bola parada.

Todos sabemos que a falta de fair play é ainda maior fora do campo. Fora do campo, nos bastidores do futebol, entre dirigentes e um sem número de agentes que gravitam à volta do fenómeno do futebol, não se faz outra coisa que não seja cavar faltas. Com menos, muito menos pudor: são faltas cavadas por simulação pura!

À medida que as ambições sobem assim sobem também as simulações.

Vejamos as consequências do processo do túnel de Braga (já só se falava do túnel da Luz, até parecia que não havia o de Braga para esclarecer) vindas a público três meses (!) depois dos incidentes. Um jogador suspenso por três jogos (Moissoró) e outro, o capitão Vandinho, suspenso por três meses. Olhando para as contratações de Inverno efectuadas pelo Braga reparamos que contratou um lateral direito (Miguel Garcia), porque vendeu o passe do jogador daquela posição (João Pereira, para o Sporting), contratou por empréstimo do Porto (estranho, não é?) um ponta de lança (Renteria) porque pensava que se veria privado de Meyong (que afinal acabaria por não ser convocado para jogar a CAN pelos Camarões) e porque afinal fora enganado na contratação de Adriano ao mesmo Porto. E contratou, por “devolução”, Luís Aguiar, um 10 como Mossoiró e, no último dia, um trinco – Oberdam, ao Marítimo – por acaso o lugar do Vandinho.

É evidente e óbvio que fizeram as contratações cirurgicamente para as posições dos dois jogadores castigados. Revelaram competência de gestão, precavendo-se do que, pelo conhecimento dos factos, sabiam ser inevitável (eventualmente até estariam à espera de castigos mais pesados). Mas a Comissão Disciplinar da Liga, ao demorar 3 meses a divulgar os castigos e ao fazê-lo no dia seguinte ao do fecho das transferências, pôs-se a jeito… E pronto lá cavou, também o Braga agora elevado à condição de candidato a campeão, uma falta de que está a tentar tirar proveito através da vitimização e de uma enorme pressão de que espera dividendos!

Nestas coisas, como já se havia notado com a vasta panóplia de incidentes que criaram para o tal jogo com o Benfica, parece que aprenderam depressa. Ou que têm bons professores!

 

Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

O erudito da Bola

O Sr. Manuel Machado, o erudito da bola que gosta de nos presentear  com os seus discursos redondos, de vez em quando diz umas frases que lhe ficam mal:

Quando treinador do Braga, saído da Académica, foi muito pouco elegante para com a AAC-oaf e Domingos Paciência: «Os jogadores são os mesmos e não me parece que com o mesmo material se possa fazer obra diferente. A equipa utiliza os mesmos jogadores que eu utilizava e em termos tácticos não é possível com bacalhau cozinhar lagosta
Nesse jogo fomos empatar 3-3 em Braga...

Por curiosidade Domingos está em Braga em 1º Lugar do Campeonato (depois de ter conseguido um fantástico 7º lugar à frente da Briosa) e ontem o Sr. "Bacalhau" levou 6 na Luz.

Como é evidente o Sr. "Bacalhau", para nós sócios da "preta", sempre que leve um banho de bola ficamos satisfeitos, ontem não fugiu à regra, mas não deixou de ser novamente "rasteiro" para com um colega de profissão: "um vitém é um vintém, um cretino é um cretino".

 

 

imagens retiradas da net

 

Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Sem tabus, somos o País dos futebois

No dia da apresentação conjunta, Portugal e Espanha, da candidatura para o mundial de 2018 e na semana que se estuda a hipótese de demolir o estádio de Aveiro, e porque não o do Algarve e muito em breve o Magalhães Pessoa(Leiria)...(fazer alguma coisa para rentabilizar "aquilo" tá quieto,dá muito trabalho e foi com o dinheiro dos outros), andam os de Braga e Guimarães em bicos de pés porque querem lá o mundial e até têm projectos para aumentar a capacidade dos estádios para 40 000 pessoas...

 

Mais do que alimentar quem é o melhor clube entre os 3 estarolas, sem ofensa aos adeptos dessas instituições, mais do que tentar perceber quem é mais arruaceiro, corrupto ou ganhador de taças de forma duvidosa, era bom que quem gosta de futebol, não entre em jogos de entretém numa altura em que 2 milhões de portugueses passam fome e que se prevê que o ordenado minimo não vá ser aumentado em 2010, já para não falar dos 11% de desempregados para 2010.

 

Não tenho nada contra os post's sobre o Benfica, Sporting, Porto, da minha ACADÉMICA, ou mesmo da ADP da qual me inscrevi ,online, hoje, como sócio como prometido, antes pelo contrário, mas gostaria de ver discussões acessas e bem argumentadas sobre o que realmente interessa. Vão-me dizer que nem só de pão vive o homem, mas também não vive da "bola" pelo menos nós os "tolinhos" da mesma, perdoem-me a expressão.

abraço

 

 

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de Gerard de Villiers

Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.

E, acredite, não é bonita!

Um thriller soberbo e original, passado no pós 25 de Abril de 1974.


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