Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Os alemães

Confesso que, ao contrário da minha filha mais velha, a Joana, que desde pequena sempre foi uma admiradora dos alemães, e com justificadíssimas razões, entre as quais a forma como souberam renascer dos imensos dramas de duas guerras mundiais consecutivas e o rigor da sua organização social, eu nunca fui um particular entusiasta da coisa alemã, à óbvia excepção dos seus produtos e das suas tecnologias. Aí há muito que sou o mais fanático dos alemães!

Comecei por apresentar este antagonismo emocional para salientar a forma como os acontecimentos pesam em função da sua proximidade com cada geração. A minha foi ainda muito marcada pelo nazismo, não tanto de forma directa mas naquilo que foi transportado para o regime em que crescemos. De modo que via aquela língua como uma coisa agressiva, sempre a lembrar-me aquele bigodinho ridículo…Depois, confesso que no futebol, aquela coisa tipo panzer sempre a ganhar, também não contribuía nada para captar as minhas simpatias.

Enfim, mas tudo isso já ficou para trás e, agora sou, também eu, um admirador, já não só dos carros e dos equipamentos alemães, mas dos próprios alemães. E olhem que é coisa recente!

O primeiro passo foi dado através de uma estória, passada no mar, que envolvia um alemão, um experimentado marinheiro português, uma prestimosa assistente de bordo, e a personagem principal: uma genoa. Nem vale a pena contar a estória, nem teria espaço para o fazer. Fica apenas o registo do meu primeiro momento de aproximação simpática a um alemão!

Pouco depois, dava eu próprio aqui conta de um gesto só ao alcance dos grandes cidadãos: um multimilionário alemão, Dieter Lehmkuhl de seu nome, quando o seu governo anunciava baixar os impostos, tomava a iniciativa de promover o lançamento de um imposto apenas para eles próprios, para os multimilionários. Já não era necessário mais nada para, definitivamente, me tornar num grande admirador dos alemães. Afinal isto não é possível em mais nenhuma parte do mundo!

Mas não é que na passada semana tomo conhecimento de mais um gesto nobre de uma cidadã alemã? Conta-se em poucas palavras: a senhora era gerente bancária, e geria contas de gente de baixos recursos, que muitas vezes as deixava, se bem que por pequenos montantes, a descoberto, com todas as implicações que bem conhecemos, e contas de gente como o tal senhor Dieter Lehmkuhl . Então a senhora transferia destas últimas os valores necessários para que os desgraçados não fossem ainda mais desgraçados. Logo que essas contas estivessem regularizadas pelos seus titulares voltava a repor os valores nas contas mais abastadas.

Aí pensei quão injusto eu havia sido para um povo que é composto por pessoas como estas!

Mas a história não acaba aqui! Porque alguns dos ditos desgraçados, quando viam dinheiro na conta voltavam a gastá-lo, a dita senhora não conseguira repor todos os valores. Por isso, mas sem utilizar um único cêntimo em proveito próprio, agora reformada, a senhora tem de dispor da totalidade da sua reforma para ressarcir os titulares das contas mais abonadas, que não conseguira repor.

Cheguei então a pensar pedir ao tal dito senhor que lhe desse uma ajudinha, porque bem a merece!

Em Portugal temos muitas histórias parecidas… diferem é no destino dado ao dinheiro. É também essa pequena diferença que nos faz tão diferentes de um povo que merece ser admirado!

 

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Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.

E, acredite, não é bonita!

Um thriller soberbo e original, passado no pós 25 de Abril de 1974.


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