Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Futebolês #19 Dia do Pai

                                                      

 

 

 

Quis o destino e o calendário que a vigésima edição do futebolês, que leva o número 19 porque a primeira foi a edição zero, calhasse ao dia 19. Que, sendo de Março, é o Dia do Pai.

Por isso hoje festejamos (tchim…tchim) a edição 20, um número redondo que, apesar de pequenino, não deixa de ser redondo, dos primeiros redondos a merecerem festejo. E o Dia do Pai, tão bem ontem aqui assinalado pela Telma num texto que bem merecia ter saído hoje, na vez deste. Mais uma das traições do calendário!

O futebol e a sua linguagem própria, que aqui trato há vinte semanas – a falta de tema vai puxar para cima esta comemoração, até porque a única coisa que tenho como certa é, para descanso de todos vós, que isto não vai chegar a mais nenhum número redondo, tipo 100 ou mesmo 50 – não têm muitas expressões ligadas ao pai. E não se percebe muito bem porquê! Na maioria das casas é o pai que vai à bola. É o pai que vê a bola na televisão e que se transforma no ditador que empurra a telenovela para a televisão da cozinha. É o pai que sonha que o seu pequeno se há-de vir a transformar num Cristiano Ronaldo, que corre com ele todas as escolas e escolinhas de futebol à espera que, enquanto lhe cobram a mensalidade, alguém lhe diga que o rapaz até tem algum jeito para aquilo. O pai que já não é o mesmo pai de há quarenta ou cinquenta anos, quando a bola se jogava na rua, entre vidros partidos e calças rotas, que se preocupava pouco ou nada com a habilidade do puto e muito ou tudo com as calças que se tinham rasgado, com os sapatos que não eram para estragar aos pontapés a uma bola, ou com o dinheiro do vidro que tinha de pagar ao vizinho. Outros tempos e, por que não, outros pais!

Apesar de todo este protagonismo do pai, a paternidade não é de facto exaltada no futebol. É-o muito mais a maternidade! Pelo menos as mães dos árbitros e dos jogadores adversários estão sempre a ser invocadas ao longo do jogo.

É certo que ouvimos muitos jogadores de futebol dizerem que o “Presidente foi para mim um pai”. Fora isso são raras as referências à figura do pai.

Se tivesse de escolher um pai no futebol não escolheria o Veloso. Escolheria o João (Vieira) Pinto: na esfera dos presidentes teve um pai em Valentim Loureiro, como se não cansou de repetir, e um padrasto em Vale e Azevedo e é, ele próprio, um verdadeiro patriarca. Pai muito novo e pai depois, mais velho, pai e avô aos trinta e poucos. Pelo meio pai de Jardel, um pai ausente como se sabe e com os resultados que se conhecem…

Os pais benfiquistas já tiveram ontem a sua prenda. E que prenda aquela rapaziada das camisolas encarnadas (ontem pretas) nos deu a todos nós: uma grande exibição e uma grande vitória ali nas barbas dos franceses, de mau perder como sempre… E apesar de um senhor esloveno que por lá andou de apito na mão que parecia filho de pai francês!

Já os pais sportinguistas terão que esperar pela prenda no dia de hoje porque de ontem não veio nenhuma. Andou por lá um rapaz, mais conhecido pelo sogro do que pelo pai, que achou que deveria vingar o tratamento que estavam a dar a um antigo filho…

Um feliz dia para todos, pais e filhos, de todas as cores!  

 

Quinta-feira, 18 de Março de 2010

Amanhã é Dia do Pai! Para Ti...

Amanhã é dia do Pai! Pensei muito sobre se iria ou não publicar esta “parte de mim” mas decidi fazê-lo em homenagem ao meu Pai. Eu tive… tenho, um Pai. Com maiúscula. Com todas as letras maiúsculas. Com toda a força e grandeza que encerra a palavra estando a mesma muito para além do substantivo, do papel de progenitor.

 
Amanhã é dia do Pai! Era dia, para além de outros, de lhe escrever, de deixar “gravado na pedra” o que sentia por ele e o quanto era importante na minha vida. Como é reconfortante e apaziguador saber que “partiu” a saber e a sentir tudo isto. Amanhã é dia do Pai e voltarei e dizer-lhe por escrito, não apenas para ele, mas para o “mundo”, porque o “mundo” precisa saber o quanto foi especial, generoso, sábio e correcto no desempenho do seu papel. É uma forma de O homenagear.
 
Passaram quase 8 anos… A dor deu lugar à aceitação. A dor, a falta imensa e diária deu lugar a outra forma de te sentir presente todos os dias na minha vida. Verdadeiramente todos os dias. Sinto a sua falta todos os dias, para partilhar o que me faz sorrir, o que me faz chorar, o que me faz vacilar, os sucessos e os obstáculos e para escutar o que me dizia na volta da minha partilha… mas depois encontro-o cá dentro… bem presente, porque foi uma relação vivida, plena e verdadeira.
 
Contigo aprendi a Viver, a desfrutar da vida, aprendi a ser determinada, aprendi a importância do sentido de humor para que a vida tenha mais cor, aprendi a não desistir, a acreditar, a sentir orgulho em mim e no que faço de melhor, a procurar melhorar o que pode ser melhorado, aprendi a ser optimista, a assumir quando erro, a sentir-me feliz com as pequenas coisas e a valorizá-las, aprendi o limite do respeito por mim e pelos outros e a não permitir que me desrespeitem, aprendi que a vida vale a pena ser vivida e partilhada, com um sorriso, mesmo nos momentos em que tudo parece que pode desabar; aprendi a acreditar, a lutar, e aprendi que a felicidade está nos momentos, que aos olhos de muitos, parecem insignificantes, nos pequenos gestos e nos pequenos detalhes. A felicidade está na simplicidade de Ser e estar com os outros. Sinto tanto a tua falta! Tantas e tantas vezes que tenho uma vontade avassaladora e incontrolável de te abraçar, de sentir o teu sorriso e o teu orgulho no papel de Pai.
 
Hoje, ontem, amanhã sinto uma falta profunda de estar contigo, da nossa cumplicidade, da forma como vibravas com o que te contava de mim e dos meus pequenos sucessos, da forma encorajadora com que me impelias e chegar mais além, da forma como acreditavas no meu valor como pessoa, como filha, como profissional. Sinto falta de escutar a tua voz apaziguadora, carinhosa, optimista e sempre tão respeitadora do que eu sentia, sempre tão disponível para me escutar, sempre tão atento ao que eu sentia, e dos teus conselhos de Pai, dos teus limites pensados e com sentido… sinto falta do nosso café e dos nossos passeios, das nossas conversas, dos nossos telefonemas para falar de nada e de tudo, sinto saudades do teu sorriso e riso, tão particular, sinto saudades da tua voz, do teu olhar, de Ti! … Mesmo hoje, sei o que me dirias em cada momento e como me olharias, porque te conheci muito bem e me conhecias muito bem. Sei que a forma que tenho de te homenagear é Viver, Amar, Acreditar e Sorrir, Ser Feliz e falar de Ti e do quanto és importante e Pilar indestrutível na minha Vida!
 
Hoje eu quero sorrir porque falo de Ti, mas a tristeza de não poder partilhar contigo “o momento” da minha vida, a chegada do meu primeiro filho, teima em que o sorriso seja ambivalente e receie o misto de emoções por não estares fisicamente nesse grande dia, que eu sempre idealizei que partilharia contigo. Como eu desejava que os meus filhos te conhecessem… Irão conhecer-te através de mim, da minha história, das minhas memórias e vão adorar conhecer-te! E eu vou sorrir como se estivesses ali, porque estás dentro de mim!
 
Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu pensar em você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver…”
 
O teu papel de Pai guiará o meu de Mãe!
 
Amanhã é dia do Pai! Vivam-no!
estou:
Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Pais,filhos e a escola

Hoje é o dia do Pai, “ontem” foi o dia da Mulher, “amanhã” será o dia da mãe e a “semana passada” foi o dia dos namorados, sem querer colocar em causa, se calhar até quero, estas efemérides, o que me preocupa mesmo são os filhos.
A Irene Pereira conta no seu “tanto de mim” uma “cena” que retrata bem ao que chegámos em termos de educação:"Não vim mais cedo, nem me tenho importado com nada, nem os testes tenho querido ver, porque já sabia que era assim e não me apeteceu chatear..." . Uma mãe perante o cenário de 6 negativas do próprio filho que nem as notas foi levantar à escola.
Esta semana "toda" a gente se insurgiu com o facto de uma comunidade cigana ter os seus filhos num contentor a ter aulas com currículo alternativo e tentando que assim eles, os ciganos, tenham o mínimo de aprendizagem e  poderem serem socialmente mais capazes.
Aqui del Rei que deviam estar com os outros, mesmo que prejudicassem a evolução dos outros e que não aprendessem nada, o que interessa é que se misturem. Esse é o supremo interesse nacional, agora aprenderem, o que é isso?
Eu pessoalmente, lamento só o facto das instalações, de resto estou de acordo. Será que não é mais proveitoso para todos, cada classe aprender à sua velocidade, com as suas características?
Depois, há os recreios e a hora do almoço para brincarem juntos. Os pais estão de acordo, os meninos e os professores também a pseudo elite pensante deste país está contra. Bem-dito sociólogo, não recordo o nome, que ouvi na terça-feira na Antena 1, a elogiar esta situação.
O meu filho anda no 5º ano, chegado ao segundo período anda desmotivado: “Os testes são fáceis e os meus amigos só se preocupam em ter satisfaz, dizem que chega e assim nem é preciso estudar”.
Em casa tentamos compensar esta desmotivação, falando com ele e fazendo com que quando tem trabalhos se dedique como tem acontecido com a área de projecto e educação cívica, mas não é fácil ver que o nivelamento da turma está a ser feito por baixo e que estes alunos correm riscos de chumbar em anos seguintes.
Como representante dos pais da turma, falei com os professores que me dizem que em 27 alunos da turma, há 5 bons e muito bons e, 22 que vão do fraquinho ao menos mau, que não podem separar esses 5 dos outros e como tal, e apesar de saberem que estão a prejudicar os 5, têm de fazer os testes para o nível da turma.
Esta semana na Reunião da Associação de Pais, uma mãe de outra turma queixou-se do mesmo e colocou uma pergunta: Que pessoas quer a escola formar?
E explicou: é que vejo que a escola em vez de incentivar os  alunos a estudar, trabalhar e dar-lhes valores de esforço, incute neles o facilitismo e que o que conta é passar. Não era possível fazer turmas com diferentes níveis?
Gerou-se uma conversa entre pais e foi notório, até porque na Associação estão os pais mais interessados, que algo tem de mudar na escola, não é possível termos uma escola pública que promove o deixa andar e que os melhores sintam que o seu esforço não é valorizado.
Pensei na ideia e lembrei-me da ATEC que falei há tempos.
A ATEC é uma escola profissional que fica no Parque industrial da Auto-Europa, ao longo do tempo foram verificando que havia um grande desnivelamento dos alunos em Português e Matemática e então solucionaram o problema da seguinte forma: todos os alunos fazem um teste diagnóstico de Português e Matemática e perante o resultado criam turmas por níveis.Naquela escola, à mesma hora todos têm essas disciplinas porque nas outras podem ser, e são, de turmas diferentes. Assim,por exemplo, todo 9º ano tem no dia X  e na hora y Português e noutro dia e noutra hora Matemática. Os resultados foram surpreendentes, os mais fraquinho evoluíram muito e rápido, os melhores estão melhores devido ao nível de exigência empregue pelos professores.
Porque não se faz o mesmo na escola pública?
Deve ser por causa da discriminação !!
Como Pai o que queria é que TODOS os Pais se interessassem pela escola, pelos filhos e que fossem mais exigentes e críticos com o que lhes dão.
Bom dia do Pai a todos.

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