Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Vamos ficar cá para sempre...

No final do mês de Janeiro, atendendo à necessidade de acompanhar um familiar que foi submetido a uma cirurgia, fiquei a aguardar na sala de espera duma unidade Hospitalar de Leiria durante algumas horas.

Esta situação permitiu travar conhecimento com um casal que aguardava igualmente a chamada de um deles também para uma pequena intervenção cirúrgica.

De Nacionalidade Moldava e radicados em Portugal há cerca de dez anos aos poucos foram conversando sobre o nosso País e partilhando as suas experiências, as dificuldades na integração e as diferenças socioculturais.

Consideram generosa a forma como foram acolhidos em Portugal, acham que foi relativamente fácil a adaptação à língua (estudaram muito para aprender rapidamente português) e pasme-se não estão nada preocupados com o desemprego: “ Se acabar o trabalho num sítio e se houver saúde, arranja-se trabalho de seguida noutro sítio, já aconteceu e nunca ficámos sem trabalhar”.

Este casal tem dois filhos estudantes; o mais velho frequenta o ensino universitário em Coimbra e o mais novo o secundário. O mais novo recebeu recentemente (final do ano lectivo anterior) o prémio de melhor aluno da escola e de melhor aluno a Português. Reconhecimento a que os pais, como deverão calcular, se referem com particular orgulho, até porque os seus filhos já receberam diversas “condecorações”.

Educados, simpáticos, humildes e com a particularidade de verem no nosso País o futuro para os seus filhos.

Confessaram-me com um sorriso que o segredo para poderem manter os filhos a estudar é o trabalho. Muito trabalho. E que o segredo para os filhos serem bons alunos está na consideração e respeito por tudo aquilo que os pais fazem para que eles possam continuar a estudar. O segredo está no trabalho, que abnegada e voluntariamente continua a determinar o dia-a-dia desta familia. Mas ao contrário do que se possa imaginar a sua vida também é lazer, bem-estar e convívio social. E pese embora os seus rendimentos sejam apenas o suficiente, têm projectos, têm sonhos e a ambição de ver os seus filhos licenciados e com um futuro promissor.

A história deste homem e desta mulher, que a mais de 3000 km de sua “casa” acreditaram que poderiam dar um rumo diferente à sua vida e um futuro melhor aos seus filhos, confunde-se com a história de sucesso de milhares de emigrantes Portugueses espalhados pelo mundo.

Não falaram em regressar à Moldávia. Disseram que querem cá ficar para sempre…

Todos os anos continuam a emigrar milhares de Portugueses… dos quais muitos se integram com sucesso no País de destino.

Todos os anos continuamos a receber milhares de imigrantes que se integram com sucesso no nosso País…

Pessoas que acreditam, determinadas e com ambição de vencer!

Em qualquer parte mundo, a procurar oportunidades e não à espera que as oportunidades apareçam.

 

Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Portugueses voltam a emigrar

  

 

Hoje ouvi na primeira pessoa uma história que cada vez é mais frequente.

Um vendedor com quem me relaciono há alguns anos e sobre o qual tenho a melhor opinião, quer em termos pessoais como profissionais, vai despedir-se e emigrar. Tem uns 45 anos, é casado e tem um filho com 13 anos.

Num dasabafo contou-me que o patrão lhe está a pagar os vencimentos com atraso - só recebeu as férias a semana  passada - e como as vendas andam baixas também tem recebido menos comissões. Diz não receber mais de 750 euros há vários meses. A esposa está desempregada há quatro ou cinco meses e está a receber cerca de 200 euros do Fundo de desemprego. Como têm de pagar uma prestação de cerca de 500 euros ao banco sobra pouco para viver. Já explicou ao filho o que se vai passar na vida deles e disse-lhe que quando saírem de Portugal já lhe vai poder comprar uma Playstation e outras coisas que ele já lhe pediu e nunca lhe conseguiu dar.

Assim, e sem qualquer pieguisse ou pena de si próprio, como é habitual ver em muitos portugueses, decidiu emigrar.

Está a acabar de tirar a carta de pesados, uma mais-valia para quem procura emprego no estrangeiro e logo que a tenha segue para Suiça. Já lá esteve há quinze anos mas regressou por sentir que o seu país o chamava e que lhe podia oferecer boas condições de vida. Montou um bar, casou-se e constituiu família. Alguns anos depois fechou o bar e começou a trabalhar por conta de outrem. Há alguns meses para cá deixou de acreditar. Vai mudar de vida.

 

Casos como este estão a acontecer a dezenas de milhares de portugueses.

 

O governo socialista continua apostado em fazer fechar estabelecimentos pela mão da ASAE, autoridade supervisora das bolas de Berlim. Também a supervisão dos textos na imprensa, levada a cabo pela ERC, está activa como nunca esteve desde o tempo da outra senhora. Bem menos activo está o Banco de Portugal, que em vez de evitar casos como o BCP e BPN, prefere fazer política a criticar o governos de um partido e a aplaudir o de outro. Também a Autoridade para a Concorrência, outro órgão de supervisão, comporta-se como se não existisse cartelização dos preços por parte das gasolineiras. E a economia vai definhando.

 

O nosso primeiro ministro depois da abertura do próximo call-center irá, muito entusiasmado, concretizar a promessa dos 150.000 novos empregos de 600 euros mensais. Quando o fizer, alguém que o confronte com os números da emigração.

 

Ao nível local, temos um Presidente de Câmara que não acha adequado reduzir o IRS por estarmos em crise (!!!), assim como considera não exequível a isenção de licenças de construção. Já sabemos que também não passa sem a taxa de contador da água, agora com um novo nome. Sabemos também que não resistiu sem adquirir um novo Volkwagem Passat Presidencial que custou mais de 50.000€. Espreitei na net e vi que um semi-novo de 2007 do mesmo modelo pode ser adquirido hoje por 31.200€... É para aqui que vão os nossos impostos.

 

Valha-nos ter um Presidente da Câmara inspirador!!

 

Mas de resto está tudo bem.

Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Ainda o voto dos emigrantes

Na anterior edição dO Portomosense o deputado Luis Carloto Marques falou sobre a descabida vontade do governo PS em reduzir os direitos dos emigrantes portugueses. Considera que os quatro deputados eleitos pelos emigrantes portugueses são demasiados por, como disse a Deputada Maria Carrilho, os emigrantes terem baixa escolaridade ou serem iletrados e por isso considera que o seu voto é facilmente manipulável.

Com todas estas explicações, esqueceram-se de referir que o voto dos emigrantes sofre de uma enfermidade recorrente que consiste nas suas escolhas. Tradicionalmente os circulos internacionais elegem três deputados para o PSD e apenas um para o PS, o que se pode considerar um problema quando as sondagens duvidam de maioria absoluta.

Antes prevenir que remediar. Com o caso limiano ainda na nossa memória é preferível retirar direitos aos portugueses que arriscar o poder. Viva o 25 de Abril.

.vasculhar neste blog

 

.quem esteve à mesa

Ana Narciso

Eduardo Louro

Jorge Vala

Luis Malhó

Paulo Sousa

Pedro Oliveira

Telma Sousa

.Palestras Vila Forte

Prof. Júlio Pedrosa - Audio 

 

Prof. Júlio Pedrosa - Video 

 

Prof. António Câmara - Palestra

Prof. António Câmara - Debate

Prof. António Câmara - Video

 

Agradecemos à Zona TV

 

.Vila Forte na Imprensa

Região de Leiria 20100604

Público 20090721

O Portomosense20081030

O Portomosense20081016

Região de Leiria20081017

Região de Leiria20081017

Região de Leiria2008052

Jornal de Leiria 20080529

O Portomosense 20071018

Região de Leiria 20071019 II

Região de Leiria 20071019 I

Expresso 20071027

O Portomosense 20071101

Jornal de Leiria 20071101

Região de Leiria 20071102

.arquivos

.arquivos blog.com

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

.Vizinhos Fortes

.tags

. 25 abril(10)

. 80's(8)

. académica(8)

. adopção(5)

. adportomosense(11)

. aec's(21)

. alemanha(7)

. ambiente(9)

. amigos(5)

. amizade(7)

. angola(5)

. aniversário(9)

. antónio câmara(6)

. aquecimento global(7)

. armando vara(9)

. ass municipal(12)

. autarquicas 2009(46)

. avaliação de professores(9)

. be(7)

. benfica(13)

. blogosfera(16)

. blogs(38)

. blogues(19)

. bpn(6)

. casa velório porto de mós(10)

. casamentos gay(17)

. cavaco silva(8)

. censura(7)

. ciba(6)

. cincup(6)

. convidados(11)

. corrupção(7)

. crise(35)

. crise económica(8)

. cultura(7)

. curvas do livramento(10)

. democracia(7)

. desemprego(14)

. disto já não há(23)

. economia(25)

. educação(63)

. eleições(7)

. eleições 2009(55)

. eleições autárquicas(40)

. eleições europeias(12)

. eleições legislativas(46)

. escola(8)

. escola primária juncal(9)

. eua(8)

. europa(14)

. face oculta(18)

. freeport(14)

. futebol(39)

. futebolês(30)

. governo(6)

. governo ps(39)

. gripe a(8)

. humor(6)

. internacional(18)

. joao salgueiro(38)

. joão salgueiro(15)

. josé sócrates(7)

. júlio pedrosa(10)

. júlio vieira(6)

. juncal(31)

. justiça(11)

. liberdade(11)

. magalhães(6)

. manuela ferreira leite(13)

. médio oriente(10)

. medo(12)

. natal(13)

. obama(6)

. orçamento estado 2010(7)

. pec(8)

. pedro passos coelho(7)

. podcast(11)

. politica(12)

. politica caseira(6)

. porto de mós(119)

. porto de mós e os outros(41)

. portugal(27)

. presidenciais 2011(6)

. ps(48)

. psd(54)

. psd porto de mós(11)

. publico(9)

. religião(6)

. rtp(12)

. s.pedro(6)

. salgueiro(16)

. sócrates(81)

. socrates(62)

. teixeira santos(6)

. tgv(6)

. turismo(8)

. tvi(6)

. twitter(17)

. ue(17)

. vila forte(24)

. todas as tags

.subscrever feeds