Sábado, 14 de Novembro de 2009

Futebolês #01 BEIJAR

 

 

 

 

Nada melhor que iniciar com o beijo! Quem não gosta de beijos?

Mesmo quando da criança se diz que não gosta muito de beijos, que não é beijoqueira, não é verdade. Não gostam é de estar constantemente a ser maçados com um “vá, dá lá um beijinho à senhora”… ou com um “deixa-me lá dar-te um beijinho”, vindo de gente que nunca viu e sem o mínimo de interesse.

O futebolês está cheio de beijos. Não admira, pois o próprio futebol, o jogo jogado, envolve também muito de beijos…

A bola beija as redes – é golo, o clímax; é quando, depois de viajar até ao fundo das redes, delas faz lençóis onde se enrola e aconchega, numa êxtase que invade todo o estádio, que grita e aplaude em histeria colectiva enquanto ela, exausta, permanece inerte e deleitada entre as redes! É, tem muito de erótico. Não é por acaso que até houve um jogador – o Fernando Gomes, do Porto (não confundir com o outro), goleador dos anos 80 – para quem marcar um golo era como atingir o orgasmo.

Mas a bola também beija a trave e beija o poste. Não é o mesmo beijo, este é um beijo mais seco, menos molhado. Tanto que, muitas vezes, nem é beijo nenhum mas um malhanço dos grandes: é quando bate estrondosamente na trave ou no poste. Às vezes a bola roça o poste e roça a trave. Roçar, estão a ver? Trave e poste fazem, tal como as redes, parte da baliza mas, para a bola (e não só) não é beijar a mesma coisa, como se vê. Bom, e comparar aqueles roçanços com a marmelada do beijar das redes… Não tem nada a ver!

A bola não é só sujeito activo, também é passivo (não é sujeito passivo de impostos, porque isso de impostos na bola tem muito que se lhe diga!). Também é beijada, ajeitada e acariciada. Quantas vezes não vemos um jogador fazer tudo isso antes da marcação de um livre directo ou de um penalti?

Mas aqui o beijo troca o erótico pelo perverso. É assim como o beijo daqueles casais desavindos… a seguir vem uma carga de porrada e, depois, o beijo de novo. Pois é, a bola já sabe o que a espera quando leva aquele beijo… um valente pontapé. O pior vem depois: ainda pode ir bater com os cornos nos ferros, levar mais um murro do guarda-redes ou ir parar à bancada, o lugar mais deprimente para uma bola. Às vezes a coisa corre menos-mal: pode cair nos braços musculados do guarda-redes ou mesmo ver-se (escrevi ver-se, não foi outra coisa) a beijar as redes. Mas o valente pontapé já ninguém lhe tira!

Há ainda muitos outros beijos. O beijo para captar as câmaras da TV, do par de namorados que está na bancada (aqui a receita para o sucesso é cada um com o seu cachecol, de cada uma das equipas em confronto) e, agora na moda, os beijos entre jogadores.

Eles beijam-se nas substituições, eles marcam golo e beijam-se, o guarda-redes defende… beijos.

Beijos entre homens era coisa a que não estávamos habituados. É certo que nos lembramos dos beijos daqueles líderes comunistas muito cinzentões. Um desses beijos, entre o Honecker e o Brejnev, ficou para sempre gravado nas imagens do muro de Berlim. Os árabes também se beijavam, e logo com três beijos. Mas no futebol?

O primeiro beijo de que me lembro é do Laurent Blanc no Zidane. Mas esse foi um beijo na careca do Zidane que, por ser numa careca, era até ternurento. Agora estes beijos…

 

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Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.

E, acredite, não é bonita!

Um thriller soberbo e original, passado no pós 25 de Abril de 1974.


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