Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Questões de Fundo #1

João Carlos Espada é um intelectual com um extenso curriculum no mundo académico. É Director do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, sendo também Professor Convidado da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais. Como professor convidado colaborou com divesas Universidades de prestígio mundial, como Georgetown e Oxford.

Publicou vários livros, é director da revista trimestral Nova Cidadania e pertence ao Conselho Editorial da revista Journal of Democracy.

Colaborou com o Expresso e agora com jornal i.

João Carlos Espada é Consultor para Assuntos Políticos do Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva, tendo desempenhado idênticas funções no

primeiro mandato presidencial do Dr. Mário Soares (1986-1990).

 

Foi a ler um dos seus textos no i que surgiu a ideia de criar a rúbrica Questões de Fundo.

 

Assim, sugiro a leitura do seu texto sobre Friedrich Hayek, do qual destaco algumas frases.

 

"Hayek sustenta que a liberdade é não só o primeiro valor como a fonte e a condição da maioria dos outros valores morais. A liberdade é o primeiro valor porque, em primeiro lugar, é a condição para que cada indivíduo possa assumir a sua capacidade humana de pensar e avaliar, de escolher os seus próprios fins, em vez de ser apenas um meio para outros atingirem os seus fins."

 

"A definição hayekiana de liberdade - tal como a dos liberais clássicos - é negativa: ausência de coerção por terceiros. Deve ser distinguida da concepção positiva que vê a liberdade como capacidade ou poder de um indivíduo para fazer o que deseja."

 

"Hayek defendeu o mercado como mecanismo de descoberta e inovação, pela sua capacidade única de tratamento de informação descentralizada entre milhões de indivíduos que utilizam o melhor dos seus conhecimentos para perseguir os seus próprios objectivos. Nenhum sistema centralizado conseguirá alguma vez lidar com uma quantidade de informação sequer comparável com a que é a cada instante processada pelo mecanismo impessoal e descentralizado do mercado. Este é também um dos argumentos decisivos de Hayek contra as interferências governamentais no sistema de sinais - preços e salários - constitutivos do mercado livre. E foi o seu argumento decisivo para demonstrar a inviabilidade da planificação central."

 

"A sociedade liberal é uma ordem espontânea em que as leis são basicamente expressão de regras de boa conduta há muito enraizadas na opinião popular e que os juízes apenas interpretam e tornam expressas. Não podem ser criadas arbitrariamente com o desígnio de atingir objectivos particulares. "

 

"Ao defender o retorno aos princípios liberais e democráticos do governo limitado, comércio livre e livre empreendimento, Hayek bateu-se também pela redescoberta das chamadas "virtudes burguesas", que tinham estado na base da Inglaterra liberal: "A independência, a iniciativa individual, a responsabilidade, o respeito pelos costumes e as tradições, a saudável desconfiança em relação ao poder e à autoridade."

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de Gerard de Villiers

Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.

E, acredite, não é bonita!

Um thriller soberbo e original, passado no pós 25 de Abril de 1974.


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