Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

Os nossos leitores têm a palavra

“Ser, ou não Ser, eis a 'Chávez' da questão!”

 

Texto de Carlos Sintra*

 

De mochila ás costas, Janeiro é o mês eleito há alguns anos, para, na companhia de dois amigos, partir em busca de novas aventuras. Viajar para mim é muito mais que um conceito de férias, é uma aventura “pura e dura”. Poder estacionar noutra realidade, conhecer outras criaturas, coabitar e partilhar outras experiencias, é como viajar até outro Planeta! A decisão, desta vez, recaiu sobre a República Bolivariana da Venezuela! Só pela localização geográfica e pela misteriosa Grande Savana, já seria por si só, suficientemente aliciante. Quanto mais, pela adrenalina acrescida, gerada pelas notícias vindas a publico, tornando mais convidativa, a viagem para o “Planeta”, do bem (!?) conhecido “Frias” (nome por vezes utilizado pelos anti-Chávistas, dado ser esse, o seu último nome).

Antes da partida, pouca importância damos á preparação da aventura, para alem é claro, da simples reserva do voo. Desta vez decidimos abrir uma excepção, e resolvemos levar connosco, a “Chavéz” de acesso, a uma sobrevivência mínima, num “filme” que não tem, nem quer ter, este tipo de actores, entenda-se turistas.

Começando pela sobrevivência financeira (importante neste tipo de coisas…), constatamos uma realidade realmente de outro Mundo: dois tipos de câmbio muito desiguais... no câmbio oficial 1 € = 3 bolívares (levantamentos multibanco); no câmbio negro (encontra-se facilmente nas ruas) 1 € = 7 bolívares, podendo chegar aos 9, ou mais bolívares. Porque é que isto acontece? Simplesmente, porque o acesso á moeda estrangeira, é extremamente difícil. Se viajarem até lá, não se esqueçam de levarem convosco “alguns” Euros, em notas é claro, pois valem como ouro...ou seja, rentabilizarão a vossa viajem em mais de 50%! Poderão ainda abrir ou aceder a uma conta local (precisam de alguém conhecido) e pedir um cartão multibanco. Escapam dessa forma ás elevadas taxas aplicadas aos cartões europeus e evitam andar com muitos Bolívares no bolso… o que é importante por motivos de segurança!

Do litoral para a Grande Savana no Sul, do Este para Oeste, passando pela isla Margarita, percorremos – de autocarro, avião, jeep, táxis, a pé - seguramente mais de 3.000 kms! Em toda a nossa “estadia” não presenciamos, nem fomos vitimas de nenhuma investida menos “acolhedora”. Apesar de sermos confundidos frequentemente com os “gringos” (forma “carinhosa” como tratam os “amigos” norte-americanos), e de, em alguns lugares, sentirmos que, provavelmente seriamos os primeiros “mochileiros” a passar por lá! No entanto, passamos por pessoas armadas, militares em postos de controle, casas fechadas a “sete Chávez”, lojas com portas e janelas protegidas com aparatosos gradeamentos, para não falar dos condutores que nunca abandonam os carros, sem trancarem o volante com cadeado e verificarem a segurança das portas e alarme, antes de saírem das viaturas. Sente-se em alguns lugares, uma “certa preocupação” nas pessoas. É normal, ao cair da noite, assistir-se a um recolher quase obrigatório. Por algumas vezes, fomos avisados para não andarmos depois do “cair da noite”. Em resumo, não vimos “bruxas”, mas parece que as há!

A Venezuela é um dos maiores produtores de petróleo do mundo é também o responsável por quase todo o dinamismo da economia venezuelana. Com uma grande diversidade de paisagens, a costa venezuelana é banhada pelo Mar do Caribe, onde o turismo é uma actividade importante (Isla Margarita). Caracas é uma cidade bonita, mas muito cara. A única coisa barata na Venezuela é o combustível ... interessante país, que se dá ao luxo, de financiar a produção do combustível (dizem os anti-Chavistas, que o governo, injectou mais de 150.000.000 dólares, nos últimos 10 anos…) para que o Povo (o que tem automóvel…) possa esbanjar. Essa é a palavra certa, pois boa parte do parque automóvel, são autenticas “máquinas do tempo”, com consumos muito interessantes….Nada que preocupe o cidadão Venezuelano, a não ser que tenha preocupações ambientais! Na viagem que fizemos de Jeep á grande savana (1.400 kms!), na 1ª vez que paramos para atestar o Toyota Land Cruser a gasolina (não me lembro de ter visto carros a gasóleo…), o motorista “deu-se ao luxo” de pagar o deposito com umas moeditas que encontrou no chão da viatura! Fez-nos lembrar, a nós, “terráqueos”, nada habituados a este tipo de extravagancias, as nossas idas aos supermercados cá do burgo. Apenas com uma pequena diferença: a moeda de 50 cêntimos de euro, que levamos para o carrinho das compras, daria para pagar o tanque do combustível e ainda sobrava para mais… uns litritos! Coisa pouca, se pensarmos, que com os mesmos Bolivares, não conseguiríamos comprar… mais nada! Uma simples garrafa de água, chega a custar 30 vezes mais!

Os postos de combustível são vigiados e controlados constantemente pelos militares. É normal encontrar filas intermináveis de viaturas para atestar. Em Santa Elena do Uairén, cidade fronteiriça com o Brasil, descobrimos filas de quilómetros de viaturas vindas desse País, “apenas” com o objectivo de atestar o deposito. Para alem de manter a segurança, a presença dos militares visa impedir o contrabando do combustível.

Também presente, está a Guarda Nacional, mas junto do comércio… privado! Segundo o presidente, para “controlar” a subida de preços. A tal ponto, que resolveu num certo dia de Janeiro, fechar todas as lojas do Pais, para que fizessem um inventário. Resultado: nessa manhã fomos expropriados do nosso “desayuno”… e uma semana depois, resolveu expropriar os hipermercados Exito, uma cadeia de lojas franco-colombiana, por alegadamente terem preços mais altos que a… concorrência! Economia de mercado…

Outra medida que pretende implementar é o “ajuste cambial” (nada tem haver com o “outro cambio” existente), que passa por haver duas taxas cambiais oficiais: uma apenas para os bens essenciais (alimentação por exemplo), enquanto que a outra se destina aos restantes bens e serviços. A oposição está preocupada, pois acredita que os preços subirão em flecha… o governo não! Certamente, pela experiencia dos dois câmbios não oficiais….

Seja através de outdoors, ou simples inscrições, o que se vê nas ruas é a imagem do presidente Hugo Chavez. Com o slogan “Rumo ao Socialismo”, ou palavras de ordem, como “Socialismo, Pátria, ou Muerte”, ele promete uma mudança a implementar durante os próximos anos. A sua estratégia passa pelo encerramento de algumas empresas privadas, enquanto que as estatais, terão uma importância acrescida, principalmente as que geram maior riqueza ao país, ligadas ao petróleo. Muito criticado pela oposição, que o acusam de populista e responsável pela divisão do pais do ponto de vista social, mas abraçado pelos seus apoiantes, o governo vai dizendo, que é a voz do povo. E é para esse “seu” povo, que nas tardes de Domingo, o presidente Chávez, fala em directo na televisão. Num programa de muitas horas e de puro entretimento, é ele a figura principal, onde para alem de falar e cantar, aproveita para fazer campanha.

Apesar da instabilidade económica, a população vai encontrando algumas oportunidades de negócio. Exemplo disso, são os inúmeros taxistas “ilegais”, que circulam nas estradas. Qualquer carro, com uma simples placa a dizer “Táxi”, está pronto a trabalhar! Não tem que pagar impostos e muitos encontram desta forma, um complemento diário para os seus salários.

Não é por falta de “guias”, nem pelo custo das entradas (grátis), que os museus se encontram vazios. Em qualquer dos museus que visitamos, tivemos sempre direito a uma grande recepção…grande apenas pelo número de pessoas (sentadas…) presentes! Provavelmente será uma forma que o governo encontra para dar mais emprego… não rentabilizado, porque são mínimos os cuidados em manter esses locais limpos…!

O fuso horário de 30 minutos (para Portugal, são 4h30) é único no mundo! Foi o próprio presidente Chavez que escolheu o seu fuso horário. Continua a defender a ideia, dizendo que é para dar mais tempo de luz ás crianças… mas todos sabem que tem haver, com o simples facto, das actuais divisões horárias, terem sido impostas pelos EUA. Efeitos da anti-globalização…

Não será só com os EUA, que haverá sinais de “anti-globalização”, também com alguns países vizinhos. Depois de termos percorrido de carro, cerca de 1.000 Kms, para Guiria (extremo nordeste do País), cidade onde pretendíamos apanhar um ferryboat para Port of Spain (capital de Trinidad e Tobago, que praticamente se vê da costa), não podemos passar. As ligações entre os dois Países realizam-se apenas uma vez por semana…ás miércoles! Países tão perto, mas tão longe… será por falta de fiscalização?

Não será o caso nas partidas no Aeroporto de Caracas, onde a fiscalização é levada muito a sério! Toda a bagagem é inspeccionada minuciosamente, aberta e remexida vezes sem conta! Tudo isto depois de termos passado … por três controlos de Raio-X!!!

Hasta la vista!

 

 

* Carlos Sintra tem 42 anos e reside no Juncal. É profissional de seguros e conhecido de muitos de nós. Foi convidado pelos Editores do Vila Forte a partilhar connosco algumas memórias de uma viagem que fez recentemente à Venezuela, terra de Hugo Chavez. Os editores do Vila Forte agradecem-lhe a atenção.

Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Os nossos leitores têm a palavra

Texto de Ana Rita Sousa*

 

"Há cerca de dois meses atrás fui apanhada de surpresa. Soube que tinha ganho um concurso ao qual tinha quase por engano concorrido.  Um projecto meu tinha sido seleccionado para ser exposto na TokyoDesign Week.  Sendo a primeira vez a ganhar um concurso e também a expor o meu trabalho  fiquei obviamente super entusiasmada e imensamente feliz por isso, mas o facto de ser em Tokyo excedia toda e qualquer felicidade já para não falar em expectativa.

Depois da surpresa, depois de cerca de dois meses super agitados a conciliar horas extra de trabalho e preparação para esta exposição e viagem, há duas semanas atrás rumei a Tokyo com uma mochila cheia de expectativas, curiosidade, desejo de viver intensamente cada momento desta grande experiência.

Depois de 12 horas de avião aterro em Tokyo e antes mesmo de embarcar comecei a sentir me um pouco “Lost in Translation”. Começou a aventura!

Desembarco em Tokyo. Tenho que preencher vários formulários em que me questionam se viajo sozinha, se trago armas ou bombas comigo, se tenho intenções comerciais ou de morte... como assinalei as opções mais aborrecidas, sou considerada uma simples turista e deixam me entrar á vontade no país.

Do aeroporto ao Hostel passei por variadas etapas de transportes públicos, começam os desafios. Apercebo-me que muita gente não fala inglês,  achei que seria exagero o que me tinham dito amigos visitantes e habitantes do país anteriormente, não era exagero.

Esta é a primeira vez que saí da Europa, e num primeiro contacto com a cidade, sou invadida por um sentimento intenso do quão tudo isto é longínquo  de tudo. Isto, digo, país, cultura, ritmo, pessoas, a minha experiência aqui, etc.

Penso na minha terra natal, penso nas pessoas caricatas do Juncal,  penso no ritmo e no movimento daquela vila e penso no quão longínquo soa o Japão  a um habitante de lá que nunca tenha saído do país, por exemplo.

No Japão as pessoas são amarelas, têm olhos em bico e comem arroz com pauzinhos.

No meu primeiro contacto com o Japão  percebi que além das pessoas terem os olhos em bico e de não falarem inglês, as pessoas são também extremamente gentis e meticulosas, com o passar  dos dias vim a concluir que serão concerteza dos povos mais gentis com quem alguma vez lidei.

Em todos os aspectos esta tem sido uma grande e maravilhosa experiência, na maioria dos aspectos uma experiencia de grandes contrastes.

Grande parte do meu tempo nesta viagem foi dedicado à exposição e por isso, o que me resta é muito pouco para explorar tanto como gostaria, de qualquer forma a convivência diária tem sido extremamente interessante e enriquecedora.

Quando se monta uma exposição há sempre mil e uma questões a resolver, mesmo quando é simples e tudo parece ser fácil e rapidamente exequível, há sempre surpresas e contratempos, quando  estamos sozinhos a coisa torna se um bocadinho mais complicada e quando estamos num país em que há imensas barreiras de comunicação pode ser quase grave.

Numa cidade que não dorme, que não pára, em que há milhares de serviços e estabelecimentos 24 horas abertos em funcionamento, em que as mil luzes e néons nunca se apagam, pensamos que tudo toma esse mesmo ritmo alucinante, no entanto nas últimas semanas aprendi a ser mais paciente.

Tudo aqui me demora o dobro ou o triplo do tempo que normalmente me demoraria e sou surpreendida diariamente com a multi-diversidade desta cidade.

Tokyo é um conjunto de diversas pequenas cidades, todas elas se distinguem, umas com mais ou menos semelhanças entre si, no geral há lugar para um pouco de tudo.

Templos e arranha céus co-habitam os mesmos espaços e senhoras vestindo tradicionais kimonos passeiam regularmente  por entre ruas das lojas mais chiques e caras.

Num comboio extra rápido (Shinkansen) a caminho de Kyoto, uma senhora ofereceu-me uma tangerina. Não tenho medo que esteja envenenada.

Outra coisa interessante, e que para mim é um contraste ao pensamento geral de que todas as grandes cidades são perigosas e violentas. Não senti qualquer receio ou perigo e não vi nada que se salientasse à habitual ordem da cidade, tenho diariamente e maioritariamente  estado sozinha por toda a cidade às mais diversas horas de noite e de dia.

Já quase no final da minha viagem, e depois de um dia de observatórios modernos em arranha céus citadinos, saí de Tokyo por um dia rumo à zona de Hakone.

Hakone é uma zona, entretanto turística, onde se organiza um percurso entre vários transportes, comboios locais, teleféricos, e no final um barco que atravessa o lago  Ashi. De vários pontos é possível vislumbrar o belo Monte Fuji, um vulcão adormecido, e também o ponto  mais alto no Japão com 3776 metros.

Como disse no dia anterior tinha passeado por entre gigantes arranha céus, entre observatórios que mostram uma paisagem nunca antes vista, distancias a perder de vista de casas e prédios sem fim. Algumas horas depois e à distância de pouco mais de 90 km, estou num hot spring entre senhoras japonesas.

Os hot springs, são os famosos banho quentes em piscinas, ora naturais ora artificiais e que são abundantes nesta zona. Nestas piscinas pouco fundas, fumegantes, ao ar livre, neste caso rodeada por montanhas,  uma senhora à entrada diz me algumas vezes certificando se que não ia enganada, “naked!” senhoras e senhores banham-se em piscinas distintas.

A vista é deliciosa e depois deste percursos e vários transportes, de muitos disparos de muitas exclamações de admiração entre turistas maioritariamente japoneses, volto a Tokyo, que continua ao mesmo ritmo alucinante.

Adolescentes extravagantes, acotovelam-se entre si, riem-se e apontam para mim com um ar divertido. O “estatuto Ocidental”, se é que existe, sente-se por vezes quase de forma pesada no Japão. Penso que o facto de ser rapariga com ar de garota e sozinha não ajudou a passar despercebida. E assim sendo outros ocidentais também não passam despercebidos, retribuindo sorrisos e conversas banais em inglês.

Já em Kyoto, voltei a experienciar a gentileza dos japoneses. Um amigo finlandês esteve na cidade a estudar o ano passado, ao saber que eu estava lá, pôs me em contacto com alguns amigos. Sem nos conhecermos, sábado à noite, foram me buscar ao hotel, conduziram-me durante meia hora até outra parte da cidade onde iam cozinhar para outros amigos, estudantes internacionais. Depois de uma noite animada por entre japoneses e ocidentais rendidos à cidade e à cultura, os amigos do meu amigo, conduziram me de volta ao hotel, antes da meia noite quando o hotel fechava.

No dia seguinte, com a minha mochila quase do meu tamanho, tento encontrar um cacifo na estação da cidade para puder passear durante o dia, antes do regresso a Tokyo. Um casal espantado, pergunta me num inglês  rebuscado se preciso de ajuda, também procuram um cacifo para o pequeno troller. Andamos os 3 durante cerca de meia hora à procura de um local na estação onde coubesse a minha mochila, disse lhes várias vezes que deixassem o trolller nos cacifos mais pequenos que iam aparecendo livres. No final ofereceram me para me transportarem no táxi até ao bairro de Gion onde eu queria ir. Disse-lhes que preferia caminhar e ver a cidade até lá de perto, olharam me outra vez espantados e despediram-se calorosamente.

A cidade é riquíssima historicamente, é povoada por mais de 2000 templos no geral e a mistura entre modernidade e tradição é nitidamente mais visível, a cidade moderna não é tão interessante como Tokyo, é preenchida de betão aborrecido e cada canto há uma cerca de verdura grande e intransponível, no interior mais um templo. Quase todos os templos são pagos, cerca de 4 euros por entrada. Mesmo assim, e talvez por ser domingo há pessoas a perder de vista.

Monges, gueixas, turistas japoneses e ocidentais, vendedores de souvenirs e habitantes  povoam  aquelas ruelas num domingo cheio de sol. No final da minha visita dei por mim no complexo de vários templos onde vendas supersticiosas de são populares entre os locais. Nestas placas apelam ao amor eterno, ou a riqueza, ou a sucesso... no final atam estas placas para que os deuses as possam ler!

De volta a Tokyo, experimento por momentos a 1ª classe do mesmo comboio bala. A hospedeira gentilmente me indica o caminha para a carruagem de 2a classe. Já semi instalada para sessão de leitura e musica paras as 2 horas que se seguiam, esqueci o meu modesto piquenique. Já na carruagem sobre lotada de 2ª classe invejo um pouco as elaboradas lancheiras dos outros passageiros. Passados alguns minutos vislumbro a mesma hospedeira com o meu saco de plástico e com ar preocupado entrega me o meu lanche.

No meu último dia em Tokyo, deambulei horas a fio por entre os vários distritos a tentar captar uma última essência daquela cidade incrível. Primeira paragem, mercado de peixe. Este é popular entre turistas que se deslocam cedíssimo para verem gigantes atuns que são leiloados e outras espécies nunca antes vistas para a maioria dos ocidentais.

Com a bateria fraca na minha câmara, tentei memorizar tudo mais precisamente possível, e fiz poucos disparos.

Por norma no final desta visita matinal segue-se um elaborado pequeno-almoço, sendo esta um dos melhores sítios para saborear peixe fresco. Quais cereais com iogurte e torradas com café, aqui come-se peixe cru desde as 6 ou 7 da manhã e filas de gente esperam um lugar nos populares cafés de suchi. Decidi que queria experimentar mesmo com fortes dúvidas acerca da experiência, e uma vez mais, uma experiência a acrescentar à lista de coisas nunca antes vistas ou vividas antes desta que foi uma viagem maravilhosa.

Para trás fica um saco de memórias e um desejo forte de voltar."

 

 

* Ana Rita Sousa, tem 24 anos e é do Juncal. Terminou recentemente o curso de Design Industrial na ESAD das Caldas da Rainha e está a terminar um estágio profissional na Holanda.

O texto que nos enviou, e que agradecemos, relata uma viagem ao Japão, onde expôs um trabalho na Tokyo Design Week.

Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Os nossos leitores têm a palavra

Os editores do Vila Forte sentem que o blog há muito que deixou de lhes pertencer. Sem leitores não fazia sentido escrever diariamente e mais de três anos depois, estamos certos que já não existiríamos.
Por várias vezes já fomos questionados por leitores, sobre como se poderia publicar um texto no Vila Forte. A questão foi debatida e concordamos que faz todo sentido publicarmos textos dos nossos leitores.
Assim, a partir de agora, quem assim o desejar pode enviar-nos um texto para este email.
Naturalmente que nos reservamos o direito de escolher os textos a publicar, mas todas as  participações são bem vindas.
Por isso toca a teclar.

 

Amanhã sai o primeiro.

.vasculhar neste blog

 

.quem esteve à mesa

Ana Narciso

Eduardo Louro

Jorge Vala

Luis Malhó

Paulo Sousa

Pedro Oliveira

Telma Sousa

.Palestras Vila Forte

Prof. Júlio Pedrosa - Audio 

 

Prof. Júlio Pedrosa - Video 

 

Prof. António Câmara - Palestra

Prof. António Câmara - Debate

Prof. António Câmara - Video

 

Agradecemos à Zona TV

 

.Vila Forte na Imprensa

Região de Leiria 20100604

Público 20090721

O Portomosense20081030

O Portomosense20081016

Região de Leiria20081017

Região de Leiria20081017

Região de Leiria2008052

Jornal de Leiria 20080529

O Portomosense 20071018

Região de Leiria 20071019 II

Região de Leiria 20071019 I

Expresso 20071027

O Portomosense 20071101

Jornal de Leiria 20071101

Região de Leiria 20071102

.arquivos

.arquivos blog.com

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

.Vizinhos Fortes

.tags

. 25 abril(10)

. 80's(8)

. académica(8)

. adopção(5)

. adportomosense(11)

. aec's(21)

. alemanha(7)

. ambiente(9)

. amigos(5)

. amizade(7)

. angola(5)

. aniversário(9)

. antónio câmara(6)

. aquecimento global(7)

. armando vara(9)

. ass municipal(12)

. autarquicas 2009(46)

. avaliação de professores(9)

. be(7)

. benfica(13)

. blogosfera(16)

. blogs(38)

. blogues(19)

. bpn(6)

. casa velório porto de mós(10)

. casamentos gay(17)

. cavaco silva(8)

. censura(7)

. ciba(6)

. cincup(6)

. convidados(11)

. corrupção(7)

. crise(35)

. crise económica(8)

. cultura(7)

. curvas do livramento(10)

. democracia(7)

. desemprego(14)

. disto já não há(23)

. economia(25)

. educação(63)

. eleições(7)

. eleições 2009(55)

. eleições autárquicas(40)

. eleições europeias(12)

. eleições legislativas(46)

. escola(8)

. escola primária juncal(9)

. eua(8)

. europa(14)

. face oculta(18)

. freeport(14)

. futebol(39)

. futebolês(30)

. governo(6)

. governo ps(39)

. gripe a(8)

. humor(6)

. internacional(18)

. joao salgueiro(38)

. joão salgueiro(15)

. josé sócrates(7)

. júlio pedrosa(10)

. júlio vieira(6)

. juncal(31)

. justiça(11)

. liberdade(11)

. magalhães(6)

. manuela ferreira leite(13)

. médio oriente(10)

. medo(12)

. natal(13)

. obama(6)

. orçamento estado 2010(7)

. pec(8)

. pedro passos coelho(7)

. podcast(11)

. politica(12)

. politica caseira(6)

. porto de mós(119)

. porto de mós e os outros(41)

. portugal(27)

. presidenciais 2011(6)

. ps(48)

. psd(54)

. psd porto de mós(11)

. publico(9)

. religião(6)

. rtp(12)

. s.pedro(6)

. salgueiro(16)

. sócrates(81)

. socrates(62)

. teixeira santos(6)

. tgv(6)

. turismo(8)

. tvi(6)

. twitter(17)

. ue(17)

. vila forte(24)

. todas as tags

.subscrever feeds