Sábado, 3 de Abril de 2010

Neste tempo de Páscoa que a Igreja católica saiba renascer dentro de si própria

Ontem, à noite, ouvi na rádio uma senhora que pertence a uma organização católica afirmar estar muito triste com o Cardeal Patriarca de Lisboa porque ,na sua homilia das celebrações da sexta -feira santa, o Cardeal ao pedir desculpa pelos pecados da igreja,no caso concreto da pedofilia, nunca ter referido o sofrimento das crianças e por ter dito que estes pecados feriam o reino de Deus, uma vez que para ela o reino de Deus é intocável, ao contrário do reino dos Homens.

 

Deixo link à notícia do "i" sobre este assunto:

 

"Apesar das palavras D. José Policarpo, em Portugal as reacções ao recente caso de abusos sexuais cometidos por padres católicos nos Estados Unidos mantêm-se comedidas. Contactado pelo i, o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, o padre Manuel Morujão, recusou que este ano se faça uma associação específica entre o sacramento da reconciliação que se vive na Páscoa e as denúncias de abusos sexuais. "A igreja não é feita de anjos, mas de homens e mulheres pecadores em contínua conversão", afirmou."

Sexta-feira, 2 de Abril de 2010

Futebolês #21 Páscoa

 

Não. No futebolês não encontro o termo Páscoa. O que não significa que não se encontrem muitas alusões à Páscoa e a expressões com ela relacionadas.

 

Há muitas ressurreições, muita gente ressuscita. Não haverá Pilatos mas há muito quem, à sua maneira, lave as mãos (as indecisões, e o próprio acto de lavar as mãos – então um ritual judeu da Páscoa -, de Pilatos são hoje postos em causa, mas aceitemos a versão instituída a partir dos Evangelhos). Muitas traições e muitos Judas. E muitos resultados falsos como Judas…

 

Mas hoje irei fugir um bocadinho ao guião. Curiosamente é em pleno período pascal que surge um dos momentos altos desta época futebolística. Refiro-me ao célebre acórdão do Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), em sede de recurso dos castigos aplicados pela Comissão Disciplinar (CD) da Liga de Futebol Profissional (LFP) aos jogadores do FC Porto, Ulk e Sapunaru, pelas agressões que perpetraram nas pessoas dos já famosos stewards no não menos famoso túnel da Luz. Parecendo uma coisa muito complexa ela é na realidade muito simples, e conta-se em poucas linhas:

i)                     Cinco jogadores do FC Porto agrediram uns seguranças que, como complemento do policiamento, os clubes visitados são obrigados por lei a contratar. Desses cinco, os dois referidos, fizeram-no à vista da equipa de arbitragem que, logo ali, lhes deu ordem de expulsão. Os outros três apenas foram “vistos” pelas câmaras de vigilância, também elas de instalação obrigatória;

ii)                   Aquela circunstância, a expulsão, levou, por força da lei, à imediata suspensão daqueles dois enquanto decorria o inquérito instaurado pela CD da LFP que, incompreensivelmente, permitiria aos outros três escaparem a qualquer punição;

iii)                  A lei, aprovada pelos clubes, pune diferentemente (com molduras penais muito diferentes – suspensão entre 3 meses e 6 anos ou entre 3 e 5 jogos) as agressões conforme as vítimas sejam ou não entendidas como agentes desportivos. Num caso a unidade penal da suspensão é temporal (meses ou anos) e no outro é em jogos;

iv)                 A CD da LFP entendeu, com abundante justificação e suporte jurídico, que os agredidos, à falta de identificação precisa na lei, eram comparáveis aos polícias, bombeiros, maqueiros, etc. Isto é, eram tipificáveis como agentes desportivos. Percebendo e dando nota pública da discrepância da lei, aplica penas de 4 e de 6 meses de suspensão respectivamente a Hulk e a Sapunaru, no limiar dos mínimos da respectiva moldura penal;

v)                   Perante o recurso do FCP, o CJ da FPF entende que os seguranças que complementam o policiamento, nos termos da lei imposta aos clubes, não são equiparáveis aos polícias ou aos bombeiros mas sim ao público, aos espectadores. Logo eles que, para poderem vigiar o público, até estão de costas para o jogo… Perante tal entendimento a moldura penal aplicável é a outra (entre 3 e 5 jogos) e condena-os em 3 e 4 jogos de suspensão.

 

Perante isto surgem os sacerdotes judeus e os mesmos vendilhões do templo de sempre a exigir a cruz. Agora reclamam bem alto aquilo que têm andado a sussurrar baixinho: a crucificação de todos os órgãos da LFP. Também gritam, caluniam e mentem para os desacreditar e condenar. Também manipulam quando, sem vergonha nem pudor, comparam os 3 jogos de suspensão do Hulk (o outro, o Sapunaru não conta, foi para a Roménia…) ditados pela Federação com o número de jogos que, por via da sentença da Liga, esteve impedido de jogar, pretendendo fazer crer que estamos perante decisões dentro da mesma moldura penal. Ou que uma pena ditada em meses pode ser transformada em jogos. Toda a gente sabe que em 3 meses, de Janeiro a Março, podem ocorrer 15 ou 20 jogos. Nos mesmos 3 meses, mas entre Maio e Julho, pode até não haver qualquer jogo. Que a mesma pena de 3 meses pode corresponder a nenhum jogo ou a 20 jogos de suspensão!

 

É claro que tudo isto acontece porque, pela primeira vez, os órgãos da Liga eram independentes dos clubes. E não é isso que os mesmos de sempre querem. Não! Eles querem ressuscitar os tempos de Valentim Loureiro… Esses tempos que ainda há bem pouco pudemos recordar com essas escutas que por aí andaram. As mesmas que a Justiça ignorou para, como Pilatos há mais de 2 mil anos, lavar as mãos...

 

Por mim não tenho dúvidas: esta decisão do CJ da Federação traz o cheiro a bafio do velho poder do futebol. Um poder que a FPF soube guardar e proteger para estar ali à mão, em bom estado, logo que necessário. E parece que chegou a hora! Por ironia uma hora a que o nome Jesus também está associado. A hora, como ontem mais uma vez ficou demonstrado perante o Liverpool, em que também o Benfica ressuscitou!

 

Boa Páscoa para todos!

Domingo, 12 de Abril de 2009

Bom domingo de Páscoa

Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

A procissão do Senhor dos Passos ***


Recordo que na minha infância era um dia aguardado pelos adultos e crianças com alguma ansiedade: Os adultos porque, a Quaresma era um tempo de recato e devoção por excelência e a procissão o auge dessa devoção, para as crianças porque, honestamente, era uma seca. Sinceramente, nunca gostei de me ver vestido de anjo (aquelas sandálias de fitas horríveis), de S.Pedro ou de outra figura religiosa. Os pais tinham todo o gosto que os seus filhos participassem,  ficavam todos contentes de os ver a “desfilar” na rua e depois no altar da Igreja de S.João. Acredito que muitas crianças até se sentissem bem naquele papel de figurante para dar mais côr à procissão, mas eu nunca gostei, e sei que a minha mãe ficava triste quando lho dizia, mas também por isso, compreensão de mãe, poucas foram as vezes em que participei como figurante.

Se bem me recordo (já não vou à procissão há mais de dez anos), a procissão começava a seguir ao almoço e percorria as ruas da vila, parando em locais determinados(estações), fazendo a chamada Via Sacra. Parava depois de uma forma mais prolongada na Praça da República onde era celebrado o  encontro entre Jesus Cristo e Maria,  havia sempre um padre que celebrava esse encontro com palavras carregadas de emoção, era o momento mais emotivo para as pessoas. Passando por mais umas estações, o cortejo seguia para a Igreja de S.João. Terminava sempre já de noite, as crianças ficavam sentadas numa espécie de bancada na zona do altar e aí eram tiradas algumas fotos. Finda a cerimónia na Igreja, vínhamos calmamente e em silêncio até ao Rossio.
Como sempre, vinham muitas pessoas de fora do Concelho assistir à procissão, presumo que contínua a ser assim.


Para terminar, sendo esta uma manifestação religiosa de grande importância, penso que se podia tornar a semana mais preenchida em termos de eventos religiosos e culturais.Já aqui escrevi, que nesta altura a música era diferente,era interessante ter nesta semana, uma semana musical celebrando esta época. Tenho a certeza que a Banda Recreativa Portomosense e o Grupo Coral "Vila Forte", com os seus contactos, poderiam organizar eventos de altíssima qualidade.Fica mais uma dica.


 

*** Este foi um texto que escrevi em 2008, mas como estamos na semana santa, achei por bem editá-lo novamente, apesar da procissão dos passos já se ter realizado este ano,fica mais uma vez o meu testemunho e sugestão final.

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