Domingo, 1 de Novembro de 2009

O meu "pão por Deus" ***

Hoje é dia de ir ao “Pão por Deus”!

Hoje em dia, desconheço sinceramente se a tradição ainda se mantém, uma vez que vivo num meio urbano, num edifício de 3 andares e não me recordo de ver crianças a pedir bolinho, nem tão pouco de ouvir a campainha tocar para este fim. No entanto, deduzo que, nas aldeias, a tradição ainda se mantenha. Longe vão os meus tempos de criança, em que esse dia era sagrado, não só porque dedicado a todos os Santos, mas, também, porque se ia ao bolinho.

Por regra, assistia, com a família, à missa das 11H00, na igreja de S. Pedro em Porto de Mós, mas, nesta altura, era das poucas vezes que marcávamos presença na missa da Fonte do Oleiro. No dia 1 de Novembro, lá me levantava eu com o meu irmão, para nos juntarmos a mais 3 ou 4 amigos, de modo a assistir, então, à missa do dia. Depois de terminada, calculávamos uma meia hora, como o tempo necessário para as pessoas regressarem a casa, e a partir daí, vinha o já tradicional, “Ó tia dá bolinho?”

O dia era inteiramente destinado à brincadeira, com as sacas de pano na mão e sempre a repetir a mesma coisa. Organizavam-se grupinhos de crianças, que se divertiam pelos atalhos, de modo a chegarem primeiro que os outros, às portas onde batiam. Assim que nos davam moedas, logo se contabilizavam as ofertas e, todas as que não fossem “pretas”, fossem de 50 centavos ou de escudo, já tinham destino traçado. Outras vezes ofereciam-nos castanhas, tremoços, rebuçados, nozes, romãs, enfim, escusado será dizer que, quando isso acontecia, a malta chamava uns nomes menos bonitos, tipo forreta, entre outros que achávamos graça nessa altura. Recordo-me da euforia em que ficávamos sempre que nos apareciam moedas de 5 escudos e, muito raramente, uma ou outra notita de 20, porque isso só acontecia só em 2 ou 3 casas.

Como a minha família materna habitava em Porto de Mós, o que ainda hoje se verifica, mais concretamente nas Eiras da Lagoa e no Bairro de S. Miguel, repartíamos o dia entre a manhã na Ribeira de Baixo e, a tarde  nas Eiras e Bairro S.Miguel. Lá íamos, então, eu e o meu irmão, para mais outro “bolinho”. Naquela altura, já se notavam grandes diferenças nas ofertas que nos faziam da parte da manhã e nas que nos chegavam à tarde. O facto de as duas zonas em causa não distarem mais do que 4 ou 5 km entre si, fazia-se sentir na saca do bolinho, pois os habitantes mais próximos da Vila de Porto de Mós, já não viviam tanto das actividades agrícolas e só isso marcava a diferença, uma vez que a fruta da época raramente nos caía no saco do bolinho.

Para finalizar esta minha história, relativamente ao dia do Pão por Deus, queria apenas avivar estas recordações de criança que, vistas a esta distância, evidenciam a importância de manter vivas algumas tradições e que, apesar da diversidade das ofertas, tal não significa que haja diferença na vontade de dar. Cada um dá o que pode, mas as crianças e, especialmente nós, à época, não compreendíamos isso. Agora, facilmente entendo que, quem tinha menos possibilidade de ofertar no dia do Pão por Deus, com algum espírito de sacrifício, nos fazia chegar as tais moedas “pretas” enquanto os outros davam moedas “brancas”. Apesar de não ser regra linear, nos dias de hoje, valeu pelo encantamento e por todos os que, apesar das suas condicionantes da vida, sempre nos faziam chegar qualquer coisita, por pouco que fosse ou por menos bom que nos parecesse, então.

Obrigado a todos, os que me fizeram crescer e que sempre nos deram bolinho.

Um abraço,

 

*** escrito em 2007

Sábado, 1 de Novembro de 2008

Tradições

 

       

 

 

Cada povo tem as suas, mas com a globalização as tradições são adoptadas e muitas vezes as adaptações tornam-se tradições.

Estamos a viver a época de todos os santos,do "tia dá bolinho" e do halloween.

Para quem gosta destas coisas das tradições, fica o meu testemunho AQUI sobre "o pão por Deus" e AQUI sobre o halloween,por quem sabe e conhece.

 

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Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.

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Um thriller soberbo e original, passado no pós 25 de Abril de 1974.


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