Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

A Diabetes:Educação e Comunicação. Onde está a diferença?

Em vésperas de se assinalar o Dia Mundial da Diabetes, em 14 de Novembro, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) apelou à realização de um rastreio nacional, com o intuito de reduzir 90 por cento dos três mil casos anuais de cegueira resultantes da retinopatia diabética em Portugal. 
A SPO refere que as estimativas apontam para que o número de diabéticos seja cada vez maior, lembrando que o Estudo da Prevalência da Diabetes em Portugal indicou que 12 por cento da população entre os 20 e os 79 anos já sofria da doença.


Os dados da prevalência da retinopatia diabética em Portugal não são precisos, mas estima-se que 250 mil pessoas sofram da doença, 25 mil das quais terão algum problema visual e 13 mil ficarão cegas.

A SPO lembrou também que os dados da Organização Mundial da Saúde mostram que «na ausência de uma intervenção urgente, as mortes por diabetes deverão aumentar em mais de 50% nos próximos dez anos».

Os especialistas referem que, para além do rastreio, as pessoas devem adoptar estilos de vida saudáveis e realizar todos os anos um exame ao fundo ocular.

 


A este propósito, fui recentemente confrontado com um caso próximo, que me deixou, naturalmente mais desperto e sensível para o tema.
De facto, ainda é bom apanágio português pensar que isto só acontece ao vizinho do lado e não nos toca, mas há sempre uma primeira vez …
A educação para a prevenção da doença, apesar de várias campanhas de sensibilização, está, ainda, muito longe de atingir os seus verdadeiros objectivos. Senão, veja-se o caso em particular de uma diabética há, já, duas décadas, que até hoje não conseguiu ter assistência médica adequada à doença que a acompanha, não só a si, mas aos seus familiares directos que, hoje se vêem a braços com as consequências irreversíveis e que se sentem impotentes perante o diagnóstico apresentado.
Ao médico de família do diabético não compete um papel activo, de informação e educação, de sensibilização e de aproximação à família? Então, e os rastreios periódicos que devem ser realizados, para despistar quaisquer doenças específicas da diabetes? A quem pedir responsabilidades pela fraca informação prestada ao doente e à família?
Poderemos nós divorciar-nos da verdadeira ligação familiar, afastando-nos do acompanhamento próximo de quem diagnostica e avalia? Talvez não!
Naturalmente que à família, cabe acompanhar e apoiar onde e sempre que necessário, atempadamente, para evitar o pior. Neste caso, o tempo já passou e a oportunidade está perdida. Agora, há que acordar consciências e evitar que se repitam os mesmos erros.
De qualquer modo, tenho grande dificuldade em aceitar a falta de profissionalismo médico, de quem lida diariamente com a doença dos outros e não sabe chegar à família nos casos mais delicados. Não deveria existir uma articulação entre as várias disciplinas da medicina, para evitar as complicações já conhecidas da diabetes? Os gabinetes técnicos nos centros de saúde não deveriam contemplar a ligação entre as várias especialidades como um todo? É suposto deixar à responsabilidade  do doente a iniciativa de dirigir-se às especialidades que mais pensa adequarem-se  ao seu caso?
É sabido que o sistema público de saúde não responde de igual modo como o privado, mas afinal de contas são médicos nos dois cenários.  Nenhum será perfeito e terão os dois os seus defeitos e virtudes, mas a um falta-lhe seguramente o poder da comunicação, ou será que deve deixar morrer o paciente e só depois é que informa a família do seu estado grave? Ou será que nem se coloca a questão de comunicar?
E agora? …
 

Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Todos defendem o SNS, mas...

...Há sempre um mas.

Não há partido que não defenda com unhas e dentes o SNS (sistema nacional de saúde), e quem não se coloque em bicos de pés a dizer que o seu partido foi decisivo na sua criação.

Mas, há um perguntinha, simples, que gostava de colocar: Como é que se defende um SNS sem médicos? Passo a explicar;

 

A semana passada foi notícia o facto de mais de 10% dos médicos do SNS já serem estrangeiros, daqueles que nos seus paíse podem ser médicos com média de 14,15 valores.

Estamos todos satisfeitos porque vai haver mais hospitais, muitos hospitais novos, mesmo daqueles que após a visita da ministra as camas tenham sumiço, se assim é qual é a razão, objectiva, para os "desgraçados" que queiram ser Médicos tenham uma de duas vias para o serem: ou emigram e vão estudar para fora, ou não fazem mais nada na vida do que tentarem não serem frustrados uma vida inteira por não terem entrado na faculdade de Medicina por uma décima algures entre o 18,5 e o 19?

 

Se alguém conseguir ter uma justificação lógica para isto agradeço, já que dos partidos não me parece que venha grande coisa, mesmo daqueles que se dizem pais do SNS e que não têm medo de interesses corporativos... .

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

A saúde é só para quem pode

Nestes dias tenho estado mais ou menos KO, devido a problema de derrame ocular, consequência de uma conjuntivite das antigas. Para além disso no sábado à hora do almoço e depois de ter comido a sopa, tive uma quebra de tensão, isto tudo junto fez com que fosse ao Hostital Sto André em Leiria.

Cheguei, paguei a taxa moderadora e passados 10 minutos fui à triagem, isto está a correr bem pensei eu, o enfermeiro de serviço viu-me colocou a pulseira amarela e lá fui para a cadeira de espera. Entre o levantar e andar pelos corredores, passaram-se quase duas horas, entre gemidos e gritos, gente em macas, muitas macas e gente impaciente como eu lá fui observado por uma médica de clínica geral. O diagnóstico foi feito: o derrame é devido à conjuntivite, sobre a queda de tensão é melhor ir controlando e fazer exames, lá me receitou uma pomada e umas gotas.
No domingo a comichão era muito pior que nos dias anteriores e o derrame nem se fala, tomei a decisão de ir a Coimbra, na segunda,  ao oftalmologista da minha Mulher e filhos. Assim foi cheguei lá e a primeira coisa que o médico fez quando lhe mostrei o que estava a tomar, foi pegar naquilo e colocar no lixo. Na 4ª feira, 48 horas depois, as melhoras eram substanciais e hoje estou quase quase ok.
Será que nós que pagamos os nossos impostos não temos direito a ser atendidos nas urgências por gente especializada? Ou seja, quando o enfermeiro viu o estado do meu olho, não deveria requisitar os serviços de um oftalmologista? Será que havia algum naquela hora e naquele dia?
Felizmente posso dar mais 75 euros, para além do que já tinha gasto na taxa moderadora e no que me foi receitado, e quem não pode?
 
Aproveito para agradecer a todos quantos me ligaram ou me enviaram mensagens de melhoras.
Abraço a todos
 
tags: ,

.vasculhar neste blog

 

.quem esteve à mesa

Ana Narciso

Eduardo Louro

Jorge Vala

Luis Malhó

Paulo Sousa

Pedro Oliveira

Telma Sousa

.Palestras Vila Forte

Prof. Júlio Pedrosa - Audio 

 

Prof. Júlio Pedrosa - Video 

 

Prof. António Câmara - Palestra

Prof. António Câmara - Debate

Prof. António Câmara - Video

 

Agradecemos à Zona TV

 

.Vila Forte na Imprensa

Região de Leiria 20100604

Público 20090721

O Portomosense20081030

O Portomosense20081016

Região de Leiria20081017

Região de Leiria20081017

Região de Leiria2008052

Jornal de Leiria 20080529

O Portomosense 20071018

Região de Leiria 20071019 II

Região de Leiria 20071019 I

Expresso 20071027

O Portomosense 20071101

Jornal de Leiria 20071101

Região de Leiria 20071102

.arquivos

.arquivos blog.com

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

.Vizinhos Fortes

.tags

. 25 abril(10)

. 80's(8)

. académica(8)

. adopção(5)

. adportomosense(11)

. aec's(21)

. alemanha(7)

. ambiente(9)

. amigos(5)

. amizade(7)

. angola(5)

. aniversário(9)

. antónio câmara(6)

. aquecimento global(7)

. armando vara(9)

. ass municipal(12)

. autarquicas 2009(46)

. avaliação de professores(9)

. be(7)

. benfica(13)

. blogosfera(16)

. blogs(38)

. blogues(19)

. bpn(6)

. casa velório porto de mós(10)

. casamentos gay(17)

. cavaco silva(8)

. censura(7)

. ciba(6)

. cincup(6)

. convidados(11)

. corrupção(7)

. crise(35)

. crise económica(8)

. cultura(7)

. curvas do livramento(10)

. democracia(7)

. desemprego(14)

. disto já não há(23)

. economia(25)

. educação(63)

. eleições(7)

. eleições 2009(55)

. eleições autárquicas(40)

. eleições europeias(12)

. eleições legislativas(46)

. escola(8)

. escola primária juncal(9)

. eua(8)

. europa(14)

. face oculta(18)

. freeport(14)

. futebol(39)

. futebolês(30)

. governo(6)

. governo ps(39)

. gripe a(8)

. humor(6)

. internacional(18)

. joao salgueiro(38)

. joão salgueiro(15)

. josé sócrates(7)

. júlio pedrosa(10)

. júlio vieira(6)

. juncal(31)

. justiça(11)

. liberdade(11)

. magalhães(6)

. manuela ferreira leite(13)

. médio oriente(10)

. medo(12)

. natal(13)

. obama(6)

. orçamento estado 2010(7)

. pec(8)

. pedro passos coelho(7)

. podcast(11)

. politica(12)

. politica caseira(6)

. porto de mós(119)

. porto de mós e os outros(41)

. portugal(27)

. presidenciais 2011(6)

. ps(48)

. psd(54)

. psd porto de mós(11)

. publico(9)

. religião(6)

. rtp(12)

. s.pedro(6)

. salgueiro(16)

. sócrates(81)

. socrates(62)

. teixeira santos(6)

. tgv(6)

. turismo(8)

. tvi(6)

. twitter(17)

. ue(17)

. vila forte(24)

. todas as tags

.subscrever feeds